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docarlos

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09.03.20

OS GRILOS TAMBÉM SÃO VITIMAS


docarlos.blogs.sapo.pt

Agora na ressaca do caso (cujo final está ainda pendente dos possíveis recursos) são necessárias algumas palavras, não sobre a investigação, julgamento e sentença, mas sobre o crime em si, todo o teatro que envolveu o caso Grilo e, a sua envolvente enquanto violência doméstica.

Durante meses, a Comunicação Social fartou-se de publicitar o homicídio, a investigação e, mais recentemente, o julgamento em si, apertada pelos lobis que vivem do sangue e os que fazem bandeira do combate à violência doméstica, tentando impingir na opinião pública, uma falsa (segundo prova em julgado) vítima e inocente Rosa, que em companhia do amante, foi acusada do respectivo crime.
Não conseguiram os seus objetivos, os bandeiristas da violência doméstica, saindo vitoriosos os que vivem do sangue; mas o curioso, é que os primeiros, onde abundam as/os feministas, continuam na sombra como aconteceu todo este tempo que durou a farsa. Na realidade, mesmo subjetivamente, não convém muitas manifestações, porque se os recursos confirmarem o julgamento e respectivas sentenças, Rosa nunca poderá ser vítima, passando até, a ser um dos piores exemplos na violência doméstica, pois não se tratou de um homicídio espontâneo, voluntário, e muito menos de legítima defesa, sendo a demonstração do maquiavelismo que se pode formar no cérebro. Segundo o julgamento, tratou-se de premeditação, tendo por fundo a intenção de ficar com o amante e ainda gozar a "herança", algo que na "popular" e embandeirada, violência doméstica, não acontece, por os crimes serem habitualmente, não só muito violentos, como acontecerem em contextos de discussões verbais continuadas, e ainda, com consequente abandono dos cadáveres no local.
Em tudo, Rosa Grilo, a ser verdade, fugiu ao normal modo de actuação, inclusive, ao não ocorrer aos "bruxos" para administração de venenos. Resumindo, actuou conforme os filmes policiais, só que, como amadora, se terá dado mal.
Mas.....
Quem a auxiliou: o António Joaquim, ou houve uma terceira pessoa que estará a ser encoberta: alguém de quem Rosa possa gostar mais do que ao amante, ou numa terceira hipótese, tudo não terá passado de ganância pelo dinheiro, e ela própria terá tentado incriminar o AJ, apoderando-se da sua arma?
Mas este Post, não é um conto policial de mistério, mas sim uma tentativa para alertar as consciências, de que a violência doméstica, não é apanágio dos homens com um pouco de mulheres à mistura, mas sim algo inerente ao ser humano, com culpas em meio por meio, e apenas modos de actuação diferentes.
Ser desconfiado/a: cheirar roupas, à procura de perfumados, ou intimamente, procurar odores; espionar TLMs; ver se existem marcas de produtos de maquilhagem na roupa; negação sistemática de sexo, que não seja por doença comprovada; perseguir o/a companheiro; gravação de ocorrências quando se está ausente; acorrer a "bruxos, videntes, cartomantes e afins" agressões verbais e físicas; matar; e, tudo o que possa atentar conta a dignidade do outro. Tudo isto pode e deve ser considerado, violência doméstica e, como se pode ver pela lista atrás, tudo pode ser feito por ambos os sexos, embora haja mais tendências numas coisas do que noutras para cada um. Porque o mais visível, são as nódoas negras ou o homicídio com sangue, são os homens, que geralmente levam as culpas, já que as agressões verbais ou, outras silenciosas, são maioritariamente femininas.
Como se vê, culpar um dos sexos pela violência doméstica, é humanamente errado. Por ser fisicamente mais fraca, a mulher tem tendências para utilizar meios, silenciosos, pouco espalhafatos, que façam pouca porcaria, pois são elas que limpam, mas que necessitam premeditação. O homem, é mais espontâneo, estando-se marimbando para os estragos.
Também é preciso lembrar, que o famoso poder de posse, é também muitas vezes, uma consequência do amor. As utilizações dos termos, meu/minha, homem/mulher, é uma consequência da sociedade mercantil, individualista, e egoísta em que vivemos à centenas de anos, mas uma expressão igualmente de amor.
Por tudo isto, a violência doméstica, acaba por ser um mal inerente à sociedade, enraizada culturalmente, que só poderá ser debelada com uma mudança estrutural na sociedade. Lutar pelo fim da VD, sem lutar pela mudança na sociedade, é tempo perdido, servindo somente os interesses mesquinhos das/dos feministas, que não querem aparecer aos seus trabalhadores (colaboradores, segundo as modernices) com os olhos negros, mas que se marimbam, quando são os ditos a tê-los.