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docarlos

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03.11.18

A MORTE


docarlos.blogs.sapo.pt

A morte, como final de vida, ou passagem para outro estado?

Os não crentes, negando categoricamente o dualismo (carne/alma), têm no entanto, de admitir que a morte, embora final de um determinado estado orgânico, não é o ponto final, mas sim o ponto de viragem para o inicio de um outro.

A composição celular que nos mantém vivos, com o aspecto que temos e a interligação celular que faz de nós, seres com locomoção específica, visão, audição e, sobretudo, inteligência, acaba no momento em que o coração e o cerebro, deixam de funcionar como motores do grande organismo que somos, no entanto, na sua luta pela sobrevivência, cada célula se transforma num ser atípico, capaz das maiores atrocidades,  incluindo a do canaibalismo: é a lei do mais forte a impôr a sua, numa constante luta, num movimento de transformação contínua, onde a consequência é incerta na realização, mas certa como facto.

Na natureza, nada acaba, tudo se transforma.

Portanto, se a imortalidade é um dogma sem sentido, a perda de vida não existe, porque todo o organismo em decomposição, vai sempre servir de alimento directo, ou fertilizante, para para outras vidas, num ciclo infinito.

E na cremação?

Que respondam os leitores!

 

 

 

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