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docarlos

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20.03.20

FILOSOFIA EPIDÉMICA


docarlos.blogs.sapo.pt

Passados três meses sobre o surgimento de uma doença de origem viral (COVID — 19), cuja origem está num coronavirus desconhecido até agora, será tempo de dizer algo sobre o que está a ser feito por essa Europa fora, incluindo Portugal.

Alarmismo, nada mais. O número de infectados e de mortos, não é superior ao normal de uma gripe, os primeiros, e de pneumonia os segundos, embora possa ser ultrapassada pela agressividade do vírus e, principalmente, pela falta de meios para tratamento, visto que os casos pneumónicos surgem com mais frequência. A diferença está nas possibilidades de tratamento, por desconhecimento do vírus, o que aumenta as possibilidades de contágio e expõe o corpo humano a uma maior ofensiva viral; no entanto, está a ser feita uma campanha alarmista, como não se via à muito tempo, cujos objectivos são ainda muito nebulosos, mas que começam a sair aos poucos do esconderijo mais negro das forças mais retrógradas da sociedade: aí está o Estado de Emergência a comprová-lo, com os discursos da direita na AR. 

À custa do vírus corona, e após três meses de campanha alarmista, a Direita consegue o ensaio geral das restrições da liberdade; seguir-se-hão mais semanas com mais restrições, de maneira que quando se voltar à normalidade, estejam adquiridos hábitos que já nada tenham a ver com democracia,  mesmo a actual, com todos os seus defeitos e virtudes. Seguir-se-hão então medidas legislativas e, até constitucionais, de musculação a caminho dum fascismo com rosto moderno.

Sempre, durante estes meses, me recusei a aceitar a teoria da conspiração, mas agora, que as medidas de restrições à democracia se vão sucedendo, começo a pôr em dúvida a naturalidade da epidemia viral e que esta não passa duma desculpa, premeditada, à tentativa que o sistema faz para ultrapassar mais uma crise de sobreprodução, produto da economia sem controlo.

Impõe-se, uma consciencialização global sobre os perigos que estas medidas encerram, provenientes de governos de direita. Eles tomam-nas, porque sabem que, primeiro, têm de pôr as pessoas em quarentena, não sanitária, mas fisico/psicologica, afim de aceitarem as reais medidas e disposições sociais de que necessitam para garantir os seus lucros.

Que estas coisas, para além de obrigarem a um alerta por parte dos trabalhadores, sirvam essêncialmente aos revolucionários, de lição, porque muitos pensam que primeiro têm de se cinsciêncializar as massas sem criar as bases objectivas para tal: a direita, ensina-nos.

Entretanto, concentremo-nos na realidade: à falta de liberdade já decretada, junta -se uma epidemia viral muito perigosa, que está a matar essencialmente os velhos, tal como o que foi subentendido à anos, durante a crise última, por individualidades do mundo capitalista, donde sobressaem os nomes de C. Lagard e em Portugal, Manuela Ferreira Leite.

A Filosofia desta epidemia, não é biológica, mas política e, não será admiração nenhuma, se a teoria da conspiração estiver certa, ou no mínimo, que seja um aproveitamento político e económico de uma situação natural.

Portugal esteve correcto enquanto foi a DGS a dirigir as operações de contenção; agora, tidos descambou. No entanto, e por enquanto, no campo da Saúde ainda não vai mal, e é isso que mais interessa, para já.

09.03.20

OS GRILOS TAMBÉM SÃO VITIMAS


docarlos.blogs.sapo.pt

Agora na ressaca do caso (cujo final está ainda pendente dos possíveis recursos) são necessárias algumas palavras, não sobre a investigação, julgamento e sentença, mas sobre o crime em si, todo o teatro que envolveu o caso Grilo e, a sua envolvente enquanto violência doméstica.

Durante meses, a Comunicação Social fartou-se de publicitar o homicídio, a investigação e, mais recentemente, o julgamento em si, apertada pelos lobis que vivem do sangue e os que fazem bandeira do combate à violência doméstica, tentando impingir na opinião pública, uma falsa (segundo prova em julgado) vítima e inocente Rosa, que em companhia do amante, foi acusada do respectivo crime.
Não conseguiram os seus objetivos, os bandeiristas da violência doméstica, saindo vitoriosos os que vivem do sangue; mas o curioso, é que os primeiros, onde abundam as/os feministas, continuam na sombra como aconteceu todo este tempo que durou a farsa. Na realidade, mesmo subjetivamente, não convém muitas manifestações, porque se os recursos confirmarem o julgamento e respectivas sentenças, Rosa nunca poderá ser vítima, passando até, a ser um dos piores exemplos na violência doméstica, pois não se tratou de um homicídio espontâneo, voluntário, e muito menos de legítima defesa, sendo a demonstração do maquiavelismo que se pode formar no cérebro. Segundo o julgamento, tratou-se de premeditação, tendo por fundo a intenção de ficar com o amante e ainda gozar a "herança", algo que na "popular" e embandeirada, violência doméstica, não acontece, por os crimes serem habitualmente, não só muito violentos, como acontecerem em contextos de discussões verbais continuadas, e ainda, com consequente abandono dos cadáveres no local.
Em tudo, Rosa Grilo, a ser verdade, fugiu ao normal modo de actuação, inclusive, ao não ocorrer aos "bruxos" para administração de venenos. Resumindo, actuou conforme os filmes policiais, só que, como amadora, se terá dado mal.
Mas.....
Quem a auxiliou: o António Joaquim, ou houve uma terceira pessoa que estará a ser encoberta: alguém de quem Rosa possa gostar mais do que ao amante, ou numa terceira hipótese, tudo não terá passado de ganância pelo dinheiro, e ela própria terá tentado incriminar o AJ, apoderando-se da sua arma?
Mas este Post, não é um conto policial de mistério, mas sim uma tentativa para alertar as consciências, de que a violência doméstica, não é apanágio dos homens com um pouco de mulheres à mistura, mas sim algo inerente ao ser humano, com culpas em meio por meio, e apenas modos de actuação diferentes.
Ser desconfiado/a: cheirar roupas, à procura de perfumados, ou intimamente, procurar odores; espionar TLMs; ver se existem marcas de produtos de maquilhagem na roupa; negação sistemática de sexo, que não seja por doença comprovada; perseguir o/a companheiro; gravação de ocorrências quando se está ausente; acorrer a "bruxos, videntes, cartomantes e afins" agressões verbais e físicas; matar; e, tudo o que possa atentar conta a dignidade do outro. Tudo isto pode e deve ser considerado, violência doméstica e, como se pode ver pela lista atrás, tudo pode ser feito por ambos os sexos, embora haja mais tendências numas coisas do que noutras para cada um. Porque o mais visível, são as nódoas negras ou o homicídio com sangue, são os homens, que geralmente levam as culpas, já que as agressões verbais ou, outras silenciosas, são maioritariamente femininas.
Como se vê, culpar um dos sexos pela violência doméstica, é humanamente errado. Por ser fisicamente mais fraca, a mulher tem tendências para utilizar meios, silenciosos, pouco espalhafatos, que façam pouca porcaria, pois são elas que limpam, mas que necessitam premeditação. O homem, é mais espontâneo, estando-se marimbando para os estragos.
Também é preciso lembrar, que o famoso poder de posse, é também muitas vezes, uma consequência do amor. As utilizações dos termos, meu/minha, homem/mulher, é uma consequência da sociedade mercantil, individualista, e egoísta em que vivemos à centenas de anos, mas uma expressão igualmente de amor.
Por tudo isto, a violência doméstica, acaba por ser um mal inerente à sociedade, enraizada culturalmente, que só poderá ser debelada com uma mudança estrutural na sociedade. Lutar pelo fim da VD, sem lutar pela mudança na sociedade, é tempo perdido, servindo somente os interesses mesquinhos das/dos feministas, que não querem aparecer aos seus trabalhadores (colaboradores, segundo as modernices) com os olhos negros, mas que se marimbam, quando são os ditos a tê-los.

01.03.20

CORONAVIRUS e a COVID—19


docarlos.blogs.sapo.pt

Coronavirus:

Um vírus da classe corona, novo, que foi identificado na China.

COVID—19:

Nome atribuído à doença causada pelo novo coronavirus.

Vem a propósito este esclarecimento, porque a Comunicação Social tem vindo a cometer o erro de confundir as duas coisas, provocando alarmismo, enquanto a DGS (direcção geral da saúde), especialmente através da sua dirigente, Graça Direitas tem, muito correctamente, apresentado números existentes e prováveis no pior dos cenários, sem alarmismo, o que aliás é comprovado pela não existência, ainda, de casos de COVID—19 por infecção causada pelo novo coronavirus.

Conciliando o conhecimento científico a cada momento (os locais e números mudam a todo o instante), com a gestão de qualidade no domínio da prevenção, a DGS tem dado cartas à UE e aos EUA, visto que não se pode comparar ao problema chinês, de onde a doença é originária, o que portanto, tira capacidade de prevenção.

Mas o mesmo já não se pode dizer do Governo, que imitando outros, "importou" é irá continuar a fazê-lo, grandes possibilidades de Portugal contrair o coronavirus, ao trazer para o país, os portugueses de risco, incluindo o compatriota infectado que está no Japão, ao abrigo da famosa liberdade; liberdade de alguns e, perigosa falta de liberdade de muitos; regra que deveria ser seguida por todos os países. Sabe-se que seria penoso para os possíveis infectados, mas necessária.

Note -se, que em abono do não alarmismo, o cancro, a pneumonia simples, o AVC, os acidentes de viação, o excesso de frio ou de calor, etc., matam muito mais do que este coronavirus. Que dos mais de 80 000 infectados, quase 30 000 já se curaram. Que nos países onde existe um SNS, o vírus é quase inexistente (como frisei atrás, o problema da China, é ou foi, outro, visto que a epidemia apareceu lá, o que torna quase impossível a prevenção, mesmo assim, em poucas semanas, conseguiram deter bastante o contágio).

Claro que Portugal, também irá ser atingido, mas quando isso se der, a experiência exterior, surgirá como uma grande atenuante sobre a gravidade.

É raro com os nossos problemas, haver atitudes e gestão positivas, por isso, impõe-se este elogio à DGS é à sua coordenadora, Graça Freitas.