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docarlos

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29.11.16

SOBRE O PARLAMENTARISMO E O PARTIDO DE CLASSE


docarlos.blogs.sapo.pt

               Os esquerdistas têm por costume apontar o dedo ao PCP, acusando este partido de se ter acomodado à politica da burguesia, principalmente, pela sua acção maioritáriamente parlamentarista, fazendo dele, mais um partido reformista, no aquece e não ferve da revolução, mantendo assim a classe proletária entretida, mas quieta no desenvolvimento revolucionário.

               Retirando a mentira destas posições atribuidas ao Partido, que diáriamente faz dezenas ou centenas de reuniões, onde TODOS os assuntos politicos, económicos e culturais são discutidos e votados em resoluções, desmentindo assim qe a vida dos comunistas está apenas voltada para a AR, Vereações e AF; fica ainda algo muito importante. Começo e terrmino com uma pergunta e resposta:

               Está Portugal e o seu proletariado, com interesses identicos em se livrar da exploração de que é vitima, mas aburguesado nos seus costumes, a quem a burguesia no seu facilitismo no crédito e cultura aleanétória, transformou em mini-burgueses, preparado para acções revolucionárias, sabendo nós que, uma Revolução proletária deixa um país isolado e carente de muitos bens essenciais e de outros a que o proletariado está habituado? A resposta é não. E só um cego, não quer ver.

               Portanto, não resta ao Partido, a par da luta  constante no terreno de base, do que lutar e c ombater a burguesia no seu próprio terreno. Foi Lenine que o ensinou:

               «A república democrática e o sufrágio universal, marcaram um enorme progresso em comparação com a servidão; elas deram ao proletariado a possibilidade de chegar a essa união, a essa coesão, da qual ele se vale agora, de forma, de formar fileiras ordenadas e bem disciplinadas que conduzem uma luta sistemática contra o capital..... Sem o parlamentarismo, sem a electividade, este desenvolvimento da classe operária terfia sido impossivel.» Tomo X, pág. 123

          

12.11.16

VERDADE OU OPORTUNISMO?


docarlos.blogs.sapo.pt

                          Cada vez que este Papa abre a boca, mais se aproxima das posições progressistas dos pensadores de esquerda, ou considerados assim. Será uma consequência do desenvolvimento social, em que um homem culto com grandes responsabilidades, pretende acompanhar, mesmo contra o tradicionalismo conservador da Igreja Católica Romana? Ou será puro oportunismo, em consequência desse desenvolvimento?

                          Se for a primeira hipótese, e a Igreja no seu conjunto não o reconhecer, então este simpático argentino, não virá a Fátima, pois estará morto antes do evento; se for a segunda , então, teremos mais um duro osso para roer, pois um dogmatismo tão especializado, actualizado de forma oportunista, será indicio de mais uns séculos de obscurantismo militante, confuso e traiçoeiro.

                          Infelizmente, por enquanto e até prova em contrário, é neste oportunismo que acredito.