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docarlos

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02.12.15

A FRAUDE


docarlos.blogs.sapo.pt

                        Luaty Beirão & Cª

                        Sendo ou não, uma ditadura. Fazendo ou não, uma politica de exploração do seu povo (em minha opinião, a miséria em Angola está a diminuir, demasiado lento, mas está), uma coisa é verdade: as acusações contra os activistas a ser julgados, têm razão de ser. Eles não foram detidos, por lerem um livro, mas por estudarem um livro: um livro que não é uma relação de opiniões particulares sobre politica em alguns países, mas um manual para derrubar governos.

                        " Da Ditadura Para a Democracia" - Como derrubar uma ditadura, de Gene Sharp, é um manual de intoxicação, para convencer as massas, em especial a juventude, de que é possivel uma transição pacifica de uma ditadura para uma democracia: a democracia burguesa ocidental, que ignora toda a cultiura e geopolitica de paises fora deste contexto. Tão pacifica, que aí está a Tunisia, a Libia, o Egipto, etc a provar o banho de sangue.....pacifico.

                        Estes activistas (ignoro porque lhes chamam assim, se praticamente são desconhecidos), durante meses estudaram em conjunto a forma de actuar politicamente (o não só, de que consta a acusação, não sei), contra o Estado angolano, o mesmo estado responsavel pelas suas qualificações académicas e altas fortunas conseguidas à sua custa nas esferas da corrupção, como é a do caso do próprio pai de Luaty, pelo menos, segundo acusação oficial.

                       O mais curioso, é que nenhum deles desmente as acusações, excepto no que diz respeito a um possivel atentado contra o Presidente de Angola. Na realidade, reconheço, o livro deve ser mesmo "bom", pois convence esta juventude inesperiente, de algo que não corresponde à verdade, como provam os resultados que descrevi atrás. Este livro, tem sido usado exclusivamente, em paises fora da orbita dos EUA, e não nas verdadeiras ditaduras. O apoio lamentavel que certa esquerda tem dado a estes jovens em julgamento, em nada tem contribuido para a democracia em Angola, fazendo o jogo dos inimigos do MPLA: da UNITA, dos EUA e dos ressabiados portugueses, que nunca esqueceram a descolonização.
                      Luaty Beirão, e tudo o que representa, é uma fraude democrata. É uma marioneta nas mãos dos pseudos democratas, que querem impôr uma cultura politica de conveniência em lugares do mundo, completamente alheios à "nossa" vida.

                      Como se espera, por um lado, devido às lições do passado recente no Norte de África e por outro, por possivelmente, existir alguma razão no descontentamento no país, o resultado do julgamento, vai fazer vitimas, pois alguns ou mesmo todos estes jovens, vão sofrer penas severas, que têm de agradecer exclusivamente, aos "democratas ?!" do exterior, que como sempre, nada sofrem.

                      Este livro, é uma fraude politica, por criar ilusões 80 anos depois de ser escrito, o que gera convulsões internas nos países, cuja cultura nada tem a ver com a nossa, o que acaba sempre por gerar guerras civis, aparecendo então os salvadores da democracia. Vai ser agora publicado em Portugal, e era bom que viesse acompanhado de opiniões sérias e politicamente honestas.

01.12.15

ALERTAR, NUNCA Ė DEMAIS


docarlos.blogs.sapo.pt

                        O chamado Capital Financeiro, que controla 4/5 do mundo económico (o outro quinto, é o capital misto chinês, de que falaremos mais adiante), é constituido pelo conjunto das maiores organizações financeiras internacionais, expressões máximas das máfias terroristas, detentoras de mais de 80% da produção mundial. Mas dissequemos esta questão, que parece passar ao lado de tanta gente.

                       O dinheiro que não é mais do que uma mercadoria como outra qualquer, mas cuja especificidade, é servir de meio de troca, das que realmente são necessárias ao Homem, representa a riqueza em ouro e bens em circulação em cada país, ou conjunto de países, como é o caso da Zona Euro. Geralmente, a massa monetária em circulação, é apenas a necessária à economia, e é inferior à riqueza existente no momento, sendo controlada pelos bancos centrais.
                      O que acontece no desenvolvimento capitalista, nas ultimas duas centenas de anos, é que na guerra entre si, pela sobrevivência do mais forte, o Capital, que só é possivel pela produção industrial, agroindustrial e transportes na sua exploração e apropriação do trabalho não pago, vai-se juntando ou apropriando, primeiro da produção de um ramo, e de seguida, de todo o conjunto que possa complementar o ramo (p. ex., primeiro de todo o fabrico de carros, seguindo- se o comercio dos mesmos, as petroliferas e até a extração do ferro ou componentes electronicos). E é aqui, que o problema financeiro, começa a surgir. Se primeiro os bancos, propriedade de um individuo ou família e depois, de uma sociedade exclusiva, começaram, a ser invadidos pelo capital produtivo, com o objectivo de fazer o inverso ou seja, utilizar os bancos para adquirir os complementares que interessam.
                     Como utilizam então o sistema? Primeiro, com a influência politica corruptivel surgida da brutal acomulação de capital, começaram a manobrar os bancos centrais, que de reguladores, passaram a juízes em causa própria. Segundo, começando os bancos privados e até os estatais como a CGD, a emitir dinheiro virtual, não provocando assim inflação. Os emprestimos ou créditos à habitação ou ao consumo, são o novo meio para ganhar fortunas: investem-se creditos e recebem-se mais-valias provenientes do trabalho, mais bem explicado, investem-se algarismos em papel e recebem-se notas.

                    Mas o capital financeiro, tem pés de barro; qualquer abanão, coloca todo o sistema em crise. A queståo de investir sem dinheiro, antecipadamente, para mais tarde o ir buscar, não só é uma aventura, um jogo de roleta, como também exige lucros de uma produção inexistente, levando pessoas, familias, empresas, países, à miséria; miséria, que tal como uma bola de neve, leva a uma miséria crescente.

                    E este alerta, é para isso. Sei que me estou a repetir, e até que muitos não concordam comigo. Para grande parte dos revolucionários, o inimigo principal, passou a ser o capital financeiro, internacional, por ser o elo de ligação na exploração do trabalho. É verdade isso, mas analisando bem, o sistema bancário, apenas assegura o monopólio do capital, só e apenas isso: ajuda à concentração e ao controlo deste, incluindo o de países inteiros, como o caso de Portugal, mas não é esse mundo que sustenta a sociedade; quem o faz, é a produção: o Homem, come carne, veste lã e anda de carro, mas não come, veste ou anda, de notas de banco. Pensar assim, é pensar à burguês, onde se pensa que sem dinheiro não há trabalho, quando é precisamente o inverso: sem trabalho, não há dinheiro (aqui está a ilusão com o crédito ao consumo, baseado no futuro).
                    Portanto, se retirar o controlo da banca aos privados, é importante, devido aos interesses que controla em diversas areas, não é por sua vez, o mais necessário, sendo o real controlo pelo povo através do Estado das grandes empresas produtivas ou estratégicas, o que realmente interessa: caindo estas, a banca foi-se....!, porque deixa de lucrar o dinheiro real. Cuidado portanto, com as ilusões que o dinheiro cria.

                    Uma saltada rápida ao capital chinês, que por força maior (demográfica e de expansão internacional), controla as finanças de um quinto do mundo e, ameaça controlar a economia financeira do ocidente, pois ao contrário deste, a sua é positiva.
                    A China, com um país e dois sistemas, conseguiu, em opinião pessoal), fazer crescer o capitalismo interno ao ponto máximo, sem que este caia nos monopólios ou trusts. Há sem dúvida, grandes capitalistas, mas isoladamente e sob controlo do Estado, ou seja, da outra parte do sistema. Os grandes monopólios internos, se assim se podem chamar, são todos de empresas estatais ou mistas.
                   O grande indicador económico de um país, é a sua classe média. No ocidente, esta cresce à custa do crédito e do encolhimento da grande e média burguesia e do empobrecimento da restante sociedade. Neste gigante asiático, é ao contrário: é a classe pobre que vai desaparecendo, para dar lugar a uma classe média, que também ela vai se aproximando da grande burguesia, se tivermos o ocidente como padrão. Os lucros das empresas capitalistas privadas, são em grande parte comidos pela sociedade em forma de contribuições e, assim, o país vai crescendo sem convulsões.
                  Se há miséria na China?, deve haver, mas pouca e está a desaparecer, em contraste com o ocidente, onde cresce a olhos vistos.

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