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docarlos



Domingo, 14.12.14

O MUNDO E NÓS.

                         SITUAÇÂO ACTUAL

                        Com o fim do chamado socialismo real, porque o Socialismo própriamente dito, há muito que tinha acabado com a subida ao poder no XX Congresso do PCUS, de uma classe carreirista e revisionista, gerada no seio da sociedade soviética após a morte de Estaline, o Capitalismo, principalmente o neo liberal, foi-se estendendo ao globo inteiro ou quase, porque poucas são as ilhas "livres" e as que existem, sofrem a enorme pressão, quer militar, quer económica, da toda poderosa máquina do capital. Este, estendeu as garras economicas aos países mais pobres, com a deslocação de grandes unidades de produção (diz-se que as grandes fábricas, desapareceram por causa das novas tecnologias, mas isso é uma falsa questão, pois as tais novas tecnologias, têm os seus produtos base, quer em aço, plástico e outros materias, onde são aplicados então os "software", geralmente criados nos paises ricos, onde estão patentados), e onde vai explorar a mão-de-obra existente, mercandizando  depois os produtos, nos países desenvolvidos, com o valor inflacionado, como se de produtos internos se tratassem. Os lucros, ultrapassam percentualmente, em muitas centenas o valor reaL do trabalho incorporado.

                         Mas como toda a força, sofre a sua resistência, também paises e povos vão opondo a sua ao avanço das multinacionais e dos seus centros nevragicos, o mundo financeiro. É aqui, que surge o perigo: o Capital e seus agentes, avançam no terreno com entrada de dinheiro e submissão aos seus ditames (FMI, BCE, UE, etc.); depois, acções terroristas, utilizando agentes locais, que armam e treinam, mas sobre quem acabam por, perder o controle, sofrendo as consequências igualmente e, aqui, surge a inevitavel Guerra de ferro e fogo, a morte, os feridos, os desalojados, as infraestruturas destruidas, os ensaios clinicos com pestes e mortes, cujo fim é só e simplesmente a reconstrução e o recomeço de outro ciclo. Mas cada vez, cada ciclo que vem, a situação piora, e aquilo a que chamamos de fascismo e nazismo, que pensavamos ultrapassado nos anos 40s do século passado, nazismo, e nos de 70s, fascismo, está a regressar a nivel global, acompanhando portanto, a chamada globalização ou economia mundial.

                         O perigo, bate à porta dos povos. Uma politica planetária de colete de forças, prisões e morte, é cada vez mais evidente, ultrapassando já a ficção cientifica de alguns filmes negros sobre o futuro. Politica essa, que aparece personificada nos EUA, que ao contrário do que aparenta, é a policia ao serviço do capital sem pátria, mas com os Judeus de Israel à cabeça e com o auxilio dos lambe-botas integrantes da NATO. A ONU, neste assunto, não passa de uma organização de fachada.

                          NUMA SITUAÇÂO DESTAS, QUE QUEREMOS ?

                          Aquilo que Marx nos ensinou, com o seu materialismo histórico: Socialismo e construção do Comunismo. Não há outra saída. Não podemos nem devemos, esperar pela vinda do "salvador" para reinar por mil anos, até ao Juizo final e os justos ganharem o reino dos céus, como nos ensinam as tretas que há milénios nos são apresentadas pelo poder e pelos seus agentes religiosos.

                          Somos nós, Homens, que temos de construir esse "reino"; a sociedade comunista, justa, onde cada um possa receber independentemente da sua contribuição, porque as capacidades individuais não são todas as mesmas. Uma construção, que levará séculos ou mesmo milénios, mas que será feita em crescendo. Queremos uma sociedade, onde todos tenham logo à nascença, o direito ao básico que na ocasião existir: cuidados de saúde, educação, um teto, vestuártio adaptado às condições climatéricas do local, espaços de lazer, para desporto, leitura, enfim..., o direito a ser feliz. Queremos que todos possam ao longo da sua existência, cada vez mais longa, usufroir de todas as riquezas naturais ou criadas, que se forem descobrindo ou inventando. Queremos um mundo global, onde o Homem e a natureza convivam sem agressões. Queremos uns verdadeiros e autenticos Direitos Humanos implantados, e não uma espécie de Direitos Humanos, feitos à medida da sociedade capitalista, onde todos os direitos estão voltados para a salvaguarda do Artg. 17º que trata da Propriedade Privada, afim de justificar a posse dos meios de produção, quando são diferentes e antagónicas, a posse de uma casa e a de uma fábrica.

                   Queremos o Paraíso na Terra, construido por nós, onde só as contradições naturais entre o Homem e a Natureza, e resolvidas em harmonia, sejam o motor da História futura. Queremos uma sociedade sem classes, onde o Homem seja polivalente, trabalhe por gosto com sentido de responsabilidade, quando e como for necessário. Não queremos desperdicios, mas queremos fartura. Queremos que as riquezas naturais e criadas, sejam destribuidas equitativamente, primeiro consoante a contribuição e depois as necessidades.

                    Qualquer outra saída, como manter o sistema capitalista, será o desastre. Até mesmo o tão propalado empreendorismo para o trabalho individual, que não passa de artesanato, levará o Homem a retroceder no tempo.

                    QUE FAZER ?

                    É este, no meu entender, o grande problema com que se depara a humanidade. Das duas centenas de países do planeta, não há dois que se igualem, quanto muito, se aproximam. Para não falar do enorme fosso entre os hemisférios Norte e Sul, com destaque para a miséria do continente africano; na própria UE, uma organização politica e económica do grande capital no velho continente, berço da civilização moderna, há enormes diferenças, entre os paises do Norte e Centro em relação aos do Sul e do Leste. Há diferenças economicas, culturais, sociais, de desenvolvimento, até fisico. Dentro de vários países, até existem várias Nações: povos e culturas completamente dispares.

                    Será legitimo, falar de Revolução Socialista global, quando p. ex., paises Arabes, que usufruem dos bens materiais da vida moderna, ainda se regulamentam por ordens religiosas medievais? Será que os EUA, Japão ou Alemanha, paises onde o capitalismo atingiu o seu máximo, estão prontos para a Revolução, quando os seus próprios povos têm mentalidades arcaicas do principio do século XX? 

                    Será que um país que comece uma revolução, mesmo somente democratica/popular, tem condições para sobreviver ou será que as revoluções terão de ser simultâneas, globais?
                    Terá sentido hoje, a palavra de ordem do Manifesto: Proletários de Todos os Paises, uni-vos, mesmo sabendo que o proletariado hoje já não é a mesma coisa que em 1917, nem terá o camponês a quem se unir?
                    Será que a constituição dos Partidos Comunistas, que vai muito para além de um grupo de Marxistas-Leninistas, permite a condução de uma Revolução?

                    É tempo dos Marxistas, dos estudiosos do marxismo, do materialismo dialético e do materialismo histórico, criarem uma grande organização internacional, uma Nova e actual Internacional, para levar concertada e adaptadamente, o leninismo, o marxismo-leninismo a cada povo, a cada trabalhador, a cada pessoa, preparando uma revolução global, para que nenhum país após a sua revolução, fique isolado, como aconteceu com a Rússia e mais tarde com Cuba.

                    Que a Palavra de Ordem primeira, seja: Marxistas de Todos os Paises, Uni-vos.
                    Para que a do manifesto, possa ter exito: Proletários de Todos os Países, Uni-vos.
                   

                    

                     
                        

                           
                         

                        
                       

 

                        

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