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docarlos



Domingo, 31.08.14

Expansão capitalista e suas consequências (2)

                      Multinacionais e globalização da economia

 

                  Sabendo agora, como se forma o lucro, e ao desenvolvimento do capitalismo dele inerente, poderemos avançar estádios mais adiantados do Capital: a sua internacionalização.

                        Sempre com o objectivo primário, do «quanto mais lucro melhor», o capital nacional faz-se transportar para fora de fronteiras, não só com o objéctivo de monopolização de ramos e subramos da industria, agricultura e transportes, principalmente da primeira, mas essencialmente a nivel de Trusts, o que he dá uma posição previligiada sobre a economia mundial, onde se inclui a politica dos diversos paises e o nivel social das populações.

                        A esta situação dominadora, dá-se o nome de imperialismo económico, a que se deve juntar as consequências: imperialismo financeiro e cultural. Diferente do imperialismo clássico da idade média e do feudal, que se firmava pela supremacia militar e exploração directa dos recursos e populações nativas, acaba por ter efeitos ainda mais terriveis, pois assenta em cima de toda uma alienação cultural, miséria, fome e doença, que, com algumas honrosas excepções, é quase global. A própria Europa, a maioria dos seus países, também sofre deste novo tipo de imperialismo, e quem contra ele se rebelar, sofre as consequências como se de explorado também fosse, como é o caso de todos os paises que têm uma politica independente, p. ex. Cuba, Venezuela, Bolivia, Coreia do Norte, etc. (estou a dar exemplos destes, como países com diversos tipos de politica interna, desde a socialista à ditadura uni-pessoal, passando pelo capitalismo de democracia popular ou perto) para não ser tendencioso.

 

                        Mas não se pense que esta situação, provem de um único país, neste caso, os EUA. não, o Capital, não tem nacionalidade. As suas sedes empresáriais, podem estar em Nova Yorque, Londres ou Berlim, mas o seu capital constituinte, está espalhado pelo mundo inteiro, com os joguinhos bolsistas de ações. Como exemplo, pode-se dizer que, há arabes que são proprietários de milhões de ações da industria militar, que depois lhes despeja em cima, as bombas: as mesmas bombas, que lhes matam o povo humilde seu irmão, casos da Arábia Saudita, Koweit ou Emirates. Os familiares de Bin Laden e ele próprio, são proprietarios americanos, das armas com que atacam muçulmanos em ataques suicidas e que são responsaveis pelos 11 de Setembro e de Março. Os EUA, são só e simplesmente, devido à sua situação geográfica, económica e militar, o melhor poiso para o capital. É lá que o Capitalismo internacional, tem tudo o que necessita, desde a agricutura para sobrevivência, até à monopolização da conquista do Espaço.

 

                        Toda esta estratégia financeira, provém no entanto, da forma em como o Capital consegue os seus lucros.

                        Na corrida pelo «quanto mais lucro melhor», as empresas vão de país em país, à procura da melhor maneira de o conseguir, que como vimos, é com baixos salários e maior produtividade. Assim, e devido aos diferentes niveis de vida nas diversas partes do Planeta, as empresas conseguem países onde os custos do trabalho (que como vimos, são os únicos incorporados nos produtos), são 20 vezes menos que na Europa Ocidental ou nos EUA, e como os produtos aí produzidos, praticamente não são comercializados por falta de poder de compra, são vendidos no Ocidente; então o valor do trabalho é falsamente incorporado como se de produtos ocidentais se tratassem, e, os lucros de grandes, passam a fabulosos.

 

                        Um dos traidores do maior sonho do Homem, afirmou que a Terra é uma Aldeia Global: e é ...,

...., só que não da maneira em como o Homem a sonhou e sonha, mas da maneira em como o capitalismo a transformou, infelizmente. Com os monopólios, trusts e multinacionais, a economia tornou-se tão interdependente, que cada vez mais as riquezas se concentram nas mãos de um punhado de parasitas, em detrimento da felicidade daqueles que trabalham. Mas isto, não é tudo, num próximo Post, veremos uma das maiores calamidades sociais, politicas e económicas dos tempos actuais: o capitalismo financeiro seus jogos e consequências.

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por docarlos.blogs.sapo.pt às 18:13

Quinta-feira, 21.08.14

Expansão capitalista e suas consequências (1)

                     Do "boom" capitalista até ao Trust, passando pelo monopólio (a)

                  A mais-valia e a inflação

                   

                    No Post anterior, analisei a questão do salário e do aparecimento do lucro, suporte de toda a sociedade capitalista e que coloca a maior fatia da riqueza, nas mãos de uma minoria, enquanto que quem na realidade produz, fica com o "suficiente?!" para "ir vivendo e reproduzindo-se"; mas isto, tem consequências.

                        Como vimos, o lucro aparece do trabalho executado, que não é pago ao produtor, o que quer dizer, que, como a vida é uma competiçao permanente, o capitalista para poder vender no mercado, mais do que os seu concorrente, terá forçosamente de lá colocar os produtos, mais baratos. Para isso, só tem duas opções: ou se limita a ganhar menos, ou, o mais usual, aumentando a produtividade, que é como quem diz, obrigando o trabalhador a produzir mais pelo mesmo dinheiro, ou encolhendo os salários, como acontece nas crises.

                        O lucro, ou mais-valia, acumula capital e serve para reprodução do mesmo, para além dos gastos pessoais do capitaista. Portanto, parte do lucro, é para investimento e expansão das empresas, que cria mais produtividade, podendo as mesmas, colocar os produtos mais baratos no mercado. Ao colocar mais barato, vai obrigar as outras empresas do ramo, a uma maior produtividade, o que obriga, a um menor poder compra relativo e à criação de stokes acima do razoavel (no caso dos pereciveis a situação torna-se dramática em pouco tempo).

                         Quando esta situação surge e ameça pôr na falência as empresas mais fracas, por impossibiliddae de competição, os Governos geralmente injectam dinheiro na circulação, obrigando à desvalorização da moeda, para que as empresas avancem para as exportações e dar mais poder de compra aos consumidores. Só que estas duas posições, são antagónicas, porque a nivel interno, os preços sobem e os salários também. Então, os governos fazem o contrário, retendo e tirando moeda de circulação, afim de fazer com que os preços desçam com a oferta maior do que a procura: nunca é possivel equilibrar, porque nada é planeado segundo as necessidades do mercado. Mesmo que uma empresa, planei segundo o mercado possivel, outra pode fazê-lo também e a situação de sobreprodução, continua.

                          A inflação, ou deflação, que é o seu contrário, geralmente tida como consequência da subida dos preços ou descida, respéctivamente, não passa de uma consequência da colocação de moeda em circulação ou retirada da mesma. Ou seja, é a subida dos preços que é consequência e não origem da inflação. Esta, é somente uma manobra financeira para tentar regular o mercado (neste momento impossivel para Portugal, por estar integrado no Euro).

                          Assim, a mais-valia, origem da concorrência capitalista, é também o seu coveiro. As crises capitalistas, geralmente separadas de uma década, têm como resultado um recuo civilizacional e económico. Só se mantém um avanço em relação ao periodo anterior, porque geralmente há avanços tecnologicos nos anos de expansão, quando a procura de mais-valia, que no entanto é destruida em parte ou no todo, pela crise.

                          Mas a mais-valia e a inflação e demais manobras capitalistas, tem outras consequências terriveis, sendo o desemprego por falência das empresas, o mais daramático, para os sofredores directos e para os que conseguem ficar a trabalhar, que o têm de fazer mais barato.  A falta de poder de compra, tanto num lado como no outro, leva a mais falências e mais desemprego. Só quando atinge o fundo, é que o ciclo de crescimento recomeça. 

                          Nesta altura, e como exemplo prático, os países periféricos da UE, necessitam de um injécção monetária, de inflação, para que cresça o poder de compra, as empresas invistam e possam colmatar as faltas internas e ainda exportar com vantagem nos mercados internacionais. Mas esta necessidade, entra em choque com os interesses da Europa Central e Norte, especialmente a Alemanha, a quem convém por enquanto, a retenção da moeda, para que os paises não produtores, possam comprar a altos preços os seus excedentes, numa guerra surda com o dólar. É por este motivo, que os países do Sul mais a Irlanda, não saem da pasmaceira e da miséria.

 

                          Do monopólio ao Trust.

 

                      Aquando a conquista do mercado, duas coisas podem acontecer: ou as empresas em expansão, levam as outras à falência, provocando desemprego; ou vão adquirindo pela compra as outras empresas do ramo a que se dedicam. Estas manobras, levam as empresas a ficar com o monopólio do ou dos, produtos em questão, impondo preços por falta de concorrência e impondo salários, porque a força de trabalho é vendida no mercado como se de outra mercadoria se tratasse. Isto acontece a nivel nacional ou mesmo internacional, assunto a que voltaremos quando analisar-mos as multinacionais e a chamada globalização.

                          Ainda há uma terceira via possivel, que é a combinação de preços entre empresas equilibradas, que não têm poder de destruição sobre as outras concorrentes: trata-se da chamada cartelização. Nota-se bastante o sistema, nas petroliferas, farmaceuticas, e na economia paralela das drogas. 

                          Mas, o poderio económico das grandes empresas, leva ainda a outra situação mais grave e que piora sobretudo a dos trabalhadores: o Trust.

                          Este, é a adquirição pelos monopólios, de tudo ou, grande parte, do que complementa o respectivo negócio. P. ex.:, no caso das camisas, a compra das herdades ou produção, onde se cultutiva o algodão; das empresas de transporte; das empresas onde se fabricam teares e máquinas de confecção; grandes armazens; e ainda de grades lojas das redes de destribuição a retalho.

                          Com isto, evitam-se grandes oscilações nos preços, criam-se condições para reter mercadoria afim de originar falsa inflação, ou lança-la no mercado para provocar uma descida, se necessário fazer frente a outro grupo económico.

 

                          Os monopólios e trusts, são a situação de marca, para o inicio do imperialismo económico.

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por docarlos.blogs.sapo.pt às 23:36

Terça-feira, 12.08.14

O que é o meu (nosso) salário

                    Por vezes, discute-se muito sobre a necessidade do "patrão" ou não. Se somos nós que tarbalhamos para o salário, ou se é o patrão que nos paga, fazendo um favor, visto que é ele que tem o dinheiro.  Vou tentar de forma simples, curta e clara, revelar o sistema que vivemos.

                   

                    Comecemos pelo principio, o mais óbvio, apesar de todos o esquecerem quando se fala em economia: tudo o que a natureza (que comporta os seres vivos e a matéria inanimada) nos fornece, é gratuito; ela não cobra nada por aquilo que dá ao Homem.

                    Se tivermos isto em conta, e que é indesmentivel, então porque qualquer produto, tem um preço, um valor? Simples: é o preço do trabalho. O preço do trabalho que dá a sacar os bens da natureza, a fabricar utensilios, para esses fins e a destribuir os mesmos, em bruto ou transformados. Qualquer produto, por mais simples ou sofisticado que seja, só e apenas tem nele incorporado, o preço do trabalho, que por o Homem ser um ser social, é o preço social do trabalho.

                    Esta proposição economica, que já data do século XIX, nunca foi capaz de ser desmentida e, é facilmente comprovada, por qualquer contabilista ou simples empregado de qualquer empresa, que tenha acesso às contas da mesma.

                    Normalmente, tanto o capitalista como o cidadão comum, têm a sensação de que à medida que os produtos mudam de mão, vão incorporando uma precentagem a que chamam de lucro. Nada mais errado. Vamos ver porquê.

      

                    Subjéctiva e inconscientemente, a sociedade não paga mais por qualquer produto, do que aquele que ele vale em trabalho. Pode oscilar um pouco, conforme a oferta ou a procura, mas todos os produtos, têm um preço médio, e é esse o valor de uso para cada cidadão. Se uma camisa, tiver um trabalho incorporado no valor de 10, ela pode descer aos 9 ou subir aos 11, mas nunca ninguém dará por ela, 20.

                    Então, como nasce o lucro?

                    Quando monta uma unidade industrial (uma pausa para informar que só a industria, agricultura em modo capitalista e transportes, incorporam lucro), o proprietário do meio de produção, angaria trabalhadores, com quem faz um contrato, em que se compromete a pagar um determinado salário, por um trabalho de 8 horas diarios. Como ele sabe que existe um pacote ou cabaz minimo de sobrevivência para o trabalhador (alimentação, saúde, instrução dos filhos, roupa, calçado e transportes e, algum lazer, que se define por salário minimo), torna possiveis por meios técnicos e humanos, que cada trabalhador, consiga produzir das 8 h. às 12 h. o suficiente para lhe pagar o salário desse dia.

                    Aqui, vamos supor que a camisa tem em matéria prima e consumiveis, um valor 7 a quem o trabalho para a fabricar, lhe acrescenta 2. Se o salário contratado, estiver pago ao meio dia, com 10 camisas, isso quer dizer, que o trabalhador, vai nas 4 horas subsequêntes, produzir outras 10, onde incorpora mais 20 de trabalho, mas não recebe, porque o seu contrato, o obriga a trabalhar 8 horas pelos 20 que ganha de manhã. Ninguém fica em falta, todos cumprem. 

                    São esses 20 incorporados nas camisas, da parte da tarde, que se tornam o lucro, a juntar a estes 20, terá de se pôr , p. ex. 1, do valor acrescentado nos transportes até ao retalhista.

 

                    São estes 20+1=21, que se tornam o lucro da parte final da camisa, mais o que vem de trás, desde a sementeira do algodão, colheta, tranporte, fábrico dos tecidos, etc., que por sua vez, serão divididos pelo industrial, comerciantes, bancos (quando há créditos), etc. Repare-se, que é com esta parte, que se formam todas as riquezas existentes no mundo. É com esta parte mais as poupanças dos trabalhadores, quando as há, que se fazem os jogos em bolsa e, que criam as bases para o crédito em dinheiro virtual, pago mais tarde com os tais lucros e impostos, ou seja, com dinheiro verdadeiro.

                     Mas estes 100 % de lucro, que corresponde a uma taxa efectiva de 30 % tendo em conta o custo ao consumidor, ou de 22 % no industrial que analisamos, são uma taxa média correspondente aos anos 50/60s do século passado, em tempo da grande expansão industrial na Europa, porque agora, essa tendencia é para aumentar, visto que em termos relativos, a produtividade é muito maior e os salários  não crescem à mesma velocidade; e, a diferenciação ainda é muito maior, esmagadoramente maior, em relação aos países do 3º Mundo, onde o salário, chega a ser 5 e menos por cento dos custos da produção: quase escravatura assalariada, apenas para pura sobrevivência fisica.

 

                     Espero ter sido elucidativo, quanto ao que representa o nosso salário, porque quanto à origem dele e de toda a propriedade privada dos meios de produção, essa é uma história com mlhares de anos: é a História das sociedades, desde que o homem começou a apropriar-se de terras e outros homens, e se dividiu em classes e, sempre que a parte minoritária da sociedade, deteve os meios de produção.

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por docarlos.blogs.sapo.pt às 20:36

Domingo, 03.08.14

Os "Plagiadores" assassinos

                     Nunca vi alguém copiar tão bem os seus próprios algozes, como os Sionistas que governam Israel. O que se passa em Gaza, é sem dúvida a cópia fiel, adaptada aos tempos modernos, daquilo que se passou na Alemanha e nos países ocupados pelos nazistas, quando os alemães levavam os comboios carregados de judeus, comunistas e ciganos para os campos de concentração, obrigando-os depois, a entrar nas camaras da morte, como para tomar banho fossem, acabando em valas comuns. Era a limpeza etnica, politica e económica, visto que os Judeus manipulavam o capital alemão e ocidental no geral, tal como hoje.

 

                    Em Gaza, os israelitas, leia-se sionistas, porque o povo de Israel é grande e generoso, fazem algo parecido.

                   

                    Primeiro, largam panfletos incitando os palestinianos a fugir e procurar abrigos. Como é lógico, numa porção territorial tão pequena e, confiando no humanismo dos israelitas, procuram refúgio em escolas, hóspitais ou sitios sob proteção?! das Nações Unidas.

                    Após estarem reunidas as condições desejadas, é despejar bombas, numa limpeza étnica sem precedentes, que têm como alvos, exactamente os edificios que servem de refugiu. Nada mais fácil, e sem necessidade de subterfugios como os alemães lhes faziam. Esta matança, estes assassinatos, esta limpeza, é oficial e reconhecida como necessária para acabar com os "terroristas" ?! do Hamas. Já agora, é preciso comparar os roketes e seu sistema de disparo, com as gigantescas e sufisticadas máquinas voadores de milhões de dólares.

 

                    BASTA !! É preciso parar"mos" com estes assassinatos.

                    Onde está a ONU ou a NATO; tão lestas a intervir em favor da democracia?! no Kosovo, no Iraque ou na Líbia?

                    Estes "gajos", são assassinos, são bichos: não são humanos.

                   

                    

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por docarlos.blogs.sapo.pt às 22:44


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