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docarlos

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19.09.19

UMA BURGESIA ESTÚPIDA


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Data de 1383/5, as tentativas da nossa burguesia se impor, mas os desaires, têm sido imensos e completamente desastrosos.
Aquilo que nos é apresentado como grandeza nacional, acabou por ser o enterro civilizacional da nossa burguesia. Não aproveitando as matérias primas das colônias (conquistadas à custa da morte e da miséria dos seus povos, para transformar e produzir artigos que nos lançasse na frente industrial, fazendo delas, meros meios comerciais), nunca a sua mentalidade ultrapassou a idade média e o oportunismo judaico, continuando a considerar os seus servos, como tal, e reduzindo o escasso proletariado a carneiros obedientes, enfeudados à serventia.
Hoje, a recusa em criar um SMN que liberte o proletariado do atraso e da miséria, é o espelho da falta de cultura inerente ao capitalismo, bastando para isso, ver a lista das maiores fortunas nacionais, todas dependentes do compra e vende e não da produção. A única modalidade capitalista que se tem expandido à custa da mais-valia directa, é a dos transportes, aliás como se comprova pela recente luta dos motoristas, que apenas beneficiou o patronato (transportes, que são parte da actividade comercial).
Um salário digno, trás:
— Vontade de trabalhar.
— Poder de adquirir o máximo possível ao bem estar, e poder de escolha.
— Mais descontos para a SS (melhores reformas para si e os outros, melhores subsídios na doença, maternidade, desemprego, etc.)
— Maiores impostos e consequente melhoria dos poderes do Estado.
— Mais mais-valia, com o consequente aumento do investimento, quer privado quer público.
— Etc.
Ao recusar um avanço material, a burguesia enfeuda-se ao capital internacional, principalmente ao da UE, fazendo do país, um país do terceiro mundo, de mão de obra barata, consumidor, subserviênte.
Mas há outros casos, em que o nosso capitalismo, nem para si é bom, como é o caso das empresas estratégicas, como a Galp, Edp, Ctt, telecomunicações, etc., que deveriam estar nas mãos do Estado, para assim servirem também o capital, para além do povo, fazendo progredir as empresas ( assim, limitam -se a esfolar e servir mal o povo, é dando apenas lucros aos seus acionistas).
Mas quem sou eu para dar lições à burguesia?!. Tenho de me contentar com a Revolução, mas.....até essa está cada vez mais difícil, com inimigos dentro de si própria.
Lutemos por um SMN, digno!

26.08.19

VOTAR, É UM DEVER


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O ESQUERDISMO NOS TEMPOS DE HOJE

Com a consolidação do poder do que restava e da, renascente da burguesia, no XX Congresso do PCUS, o MCI dividiu-se entre os que, sempre estiveram com Lenine e Estaline e os que aceitaram o que pensaram ser uma evolução do marxismo.
Se aos segundos, a evolução histórica, os levou ao descalabro (ex: PCI, PCF, PCE) aos primeiros criou um sentimento de auto defesa, conservadorismo e avesso a qualquer evolução política, economica e social (ex: PTA, PCC).
A teoria Leninista do capitalismo de Estado, começou a ser interpretada segundo a consumação do poder burguês nos países socialistas, principalmente na URSS, e não, como um aproveitamento das estruturas recebidas do Estado Proletário, longe, muito longe, da organização estatal burguesa que serve o capital, cuja expressão máxima se materializa no fascismo, ou na melhor das hipóteses, em sociais democracias centralizadas.
Se hoje os três maiores partidos europeus ocidentais, desapareceram, do PTA, também nada resta, restando o PCC, que soube dar a volta por cima, recuando na ditadura do proletariado, transformando a economia chinesa, numa economia mista, controlada pelo Estado dominado pelos comunistas (uma política idêntica à de Lenine dos tempos modernos, apesar de a China ter tido sempre uma economia de mercado entre a cidade e o campo, que sempre foi a força económica do país).
Em Portugal, também o esquerdismo, materializado no MRPP, PCPr/UDP, etc, sofreu os efeitos oposicionistas ao XX Congresso, não só por análises incorretas, como também pela avalanche de candidatos a líderes do PCP, como se viu, pela infinidade de criação de partidos, ditos, m-l, que, como tem ficado demonstrado, nunca vão além da sua formação, pouco intervindo no seio da sociedade, acabando por encher a barriga das forças reacionárias, dando -lhes o material de que necessitam, contribuindo assim para travar a única força consequente, m-l, do país. Também a sua incapacidade para perceber os novos movimentos de massas proletárias, configuradas nos partidos, tipo BE, que navegam dentro daquilo a que agora chamam classes médias (mal de que padecem muitos comunistas), tem contribuido para a desordem politico/social do proletariado.
A prova de que o PCP, não é nem de perto, nem de longe, um partido como os extintos espanhol, italiano e francês, está na sua consolidação, adaptação marxista ao evoluir da sociedade, que também é a negação do reformismo burguês, ou do revisionismo de que o extremismo "esquerdista?" o acusa, resistindo assim igualmente, aos ataques deste, isolando os seus cabecilhas e seguidores.
A recusa esquerdista à participação em eleições, é uma política anti-leninista, que pode levar ao recuo no pouco que foi conseguido no campo da recuperação, assim como, uma abertura à possibilidade do encolher da democracia burguesa, que, para o esquerdismo, parece ser igual à ditadura dessa mesma burguesia, aliás, dando campo de manobra aquilo que a burguesia tem feito crer nas massas: "que são todos iguais". Nada mais anti-marxista e anti-leninista do que isso. Para serem todos iguais, então, a burguesia teria razão para se perpetuar no poder, pois seria maioritária.
Por muitos erros que o PCP possa cometer (tem que cometer, pois é constituído por seres humanos), é no entanto, um dos poucos partidos comunistas consequentes, marxistas-leninistas, no mundo e, também será importante lembrar, de que a CDU, não é um partido marxista, mas uma coligação onde cabem diversos extratos sociais e, então, da qual faz parte, o PCP.
VOTAR...., é um direito conquistado à burguesia, que passou a ser um dever!

19.08.19

OS DERROTADOS


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Como afirmei em diversas publicações nas redes sociais, a greve dos motoristas de matérias perigosas, revelou—se indolor para quem, em princípio, deveria ter sofrido cortes nos lucros, pois se é verdade que uma greve faz mossa nos próprios trabalhadores, que não ganham, faz muito mais nos lucros do patronato.

Ora esta greve, hoje terminada, e, devido ao alarmismo, acabou por não causar qualquer transtorno ao país, provocando até, a venda antecipada de milhões de litros de combustível, levando até ao açambarcamento, o que, encheu os bolsos a todos os que negoceiam com combustíveis.
Portanto, foi uma "greve" que não merece esse nome. Calculada ao milímetro pelo patronato, fantoches traidores sindicais, governo e toda a direita, saindo derrotados os motoristas e toda a esquerda que não alinhou com a mesma, porque a que alinhou, a extrema esquerda, deve estar agora a roer as unhas, ruminando a maneira de empurrar as culpas para cima dos sindicatos de classe que não alinharam, do PCP e, de todos os democratas.
Devo apenas acrescentar, que estou solidário com a luta por melhores condições, incluindo a salarial, de TODOS os motoristas e, apontar o dedo ao governo, por abrir o caminho à repressão das lutas dos trabalhadores.
Está greve, derrotou todos os trabalhadores do país, não só pela sua nulidade, como pelas consequências que daí virão.

20.05.19

Filosofia eleitoral


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Candidatos

Qualquer um, com ou sem cartão partidário, desde que esteja disposto a duas coisas: obedecer e ser pago.

Listas

Compostas pelos candidatos que reunam as condições anteriores.

Eleição

Todos os que ficaram dentro do número de votos expressos pelos votantes ignorantes.

mas....

Se esta é a regra, então, tem de ser confirmada pela excepção e, teremos de fazer as honras democráticas, a todos aqueles que não podendo ser prejudicados, nem beneficiados nos cargos públicos, o exercem com honra, dedicação e honestidade, quer a sua filosofia, coincida com os nossos interesses, quer não: CDU

 

 

06.05.19

A ROLHA DE CORTIÇA


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Um milagre sucedeu no país, nestes últimos quatro anos: o PS esteve quase sempre no mesmo rumo, tirando um ou outro caso, mas agora, voltou ao normal.

Tal como uma rolha de cortiça, zigazeando ao sabor da corrente, com mais peso (na direita) de um lado, como um batoque, aí está ele a trair os seus ideais, os seus eleitores, os seus militantes, os seus parceiros de acordos parlamentares e o povo.

Agora com o recuo da extrema direita e direita liberal, todos sabemos, de que os professores e outros trabalhadores do Estado, ainda não vão ver justiça.

P"S"....., pára, ou vais desaparecer!

21.04.19

A INGLÓRIA TENTATIVA REFORMISTA


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Certos politicos auto-proclamados, de Esquerda, fazem o discurso da transformação da UE, pela via de melhores condições de trabalho e de outros bens comuns aos povos.

Nada mais errado, ou antes, nada mais do que oportunismo para continuar tudo na mesma. Esta União Europeia, é do capital e não serve os povos. Continua dividida em países, onde apenas circulam livremente, pessoas, bens e dinheiro, e pouco mais de metade do Continente serve, nem mesmo o €uro a abrange na totalidade.

Pretender transforma-la por dentro, é lutar quixotiscamente contra moinhos de vento. Lutar sim, concertadamente até, mas com o objectivo de a destruir, tomar o poder não seus países e, então, reconstruir uma Europa, una nas diferenças, democrática e a caminho do socialismo.

04.04.19

PORTUGAL DOS TRISTES


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A respeito dos novos tarifários dos transportes públicos

A inveja, faz parte do quotidiano de muitos portugueses, mas não é esse o maior dos problemas. Geralmente, aquilo que poderia ser essa manifestação tão própria dos portugueses, não passa de serem formas de ataque a tudo o que é justiça social.

Compreende—se portanto, que alguém que estude ou trabalhe a alguns quilômetros da sua aldeia, veja com maus olhos as benesses dadas aos residentes nas grandes áreas metropolitanas, mas já não se compreende, ou antes, não se pode aceitar, que alguém que viva no Litoral, principalmente nas AML ou Porto (e se for oriundo da província, muito menos), condene uma medida dessas, esquecendo que é ali que se concentram as grandes comunidades de trabalhadores por conta de outrem. 

Trata—se nestes casos, de mera arrogância a respeito daquilo que é feito aos impostos que paga, esquecendo que quanto menores forem os gastos dessas famílias, mais todo o país, incluindo o interior, se desenvolve. São pessoas que nunca andaram de TPs, que têm carro próprio para eles e familiares, que nunca perderam uma lagosta, um cinema, umas férias por falta de dinheiro. São os entregam o filho (nunca mais do que um), nos Colégios Privados. São aqueles que choram o dinheiro que eventualmente irá para leite (porque quem o gasta em drogas, viaja à candonga), mas aceitam pacificamente é até concordam com o que vai para os bancos.....

........São as "bestas" que empatam "f..d..s" no avanço civilizacional e humanista.

 

17.03.19

A DIALECTICA DO TACHO


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Por falar na igualdade dos políticos, que é como quem diz, na paridade destes no acesso ao tacho, corrupção e outra formas de encher o bolso, deve—se esclarecer o leitorado e o eleitorado, de que muitas coisas não são, como nos querem fazer crer e, outras são, porque têm de ser, senão de nada serviriam as consultas eleitorais.

Mudar ministros, e até o PM, rejeitar OE e Programa de Governo, não chega, nem de nada serve. «O Estado anda, não graças aos Ministros, mas sim a milhares de funcionários», que se limitam a cumprir leis, circulares e vontades das chefias (disse—nos Lenine em o Estado e a Revolução), ou seja, será necessário mudar tudo isto, para que as coisas mudem, daí a Revolução, seja, a mudança da estrutura.

Mas no sistema de ricos e pobres, os partidos apresentam uma lista de candidatos a deputados, que são integrados no parlamento, consoante o número de votos válidos em cada uma das listas e não nos candidatos, mercê de um sistema matemático (Hondt). A partir daqui, governam um ou mais partidos, ou independentes que possam reunir o apoio maioritário parlamentar, que exercerão uma política previamente apresentada ao eleitorado e AR. Essa política, tem de ser exercida sob a batuta de pessoas de confiança dos governos, o que de imediato, dá legalidade moral à saída de uns e entrada de outros. Se isto não se fizer, ninguém consegue governar com recurso à sua ideologia, o que levaria a boicotes sistemáticos (1974/75). Ponto.

A questão que se mete então, e que tanta tinta faz correr, é a da competência, queixando—se o Zé, de que os Deputados e governantes nada fazem e o que querem é "tacho", questionando portanto, porque não deixar estar quem é competente, independentemente do partido?!

Ora, neste aspecto, não são todos iguais. As listas, que deveriam ser apresentadas com diversos especialistas nas variadas vertentes das macro economia, ciências sociais, cultura, educação, etc., em lugares que garantissem a eleição, nalguns, é metida gente a quem se devem favores, ou que garantam favores a outros, que é o mais vulgar, porque o problema, não está nos políticos dos tachos, naquilo que eles ganham, mas no que dão a ganhar a outros. Ninguém viu um R. Salgado, mas viu—se um J. Socrates, a governar, no entanto, foi o primeiro que levou milhares de milhões, enquanto o segundo, terá (ainda falta provar), levado 40 M€.

Portanto, a grande questão, o que está em dialética, é o governante tachista, o corrupto, o que faz compadrio, o vaidoso/invejoso que pretende engordar conta bancária, e o competente dentro da sua area ideológica.

Dois exemplos: M. Centeno, é muito mais competente, do que M. Luís, na área de Direita (Gaspar era competentissimo na área fascista); Carlos Carvalhas, muito mais competente do que Mariana Mortágua, se considerarmos o BE um partido à Esquerda.

O problema então, está na resistência que alguns competentes dão às pressões que sofrem, sendo aí, que grande parte deles escorrega, cedendo a troco da fama, do dinheiro, de bens, aos poderosos, aos "donos de tudo isto". Mas eles estão lá, por pouco tempo, sucedendo—se uns aos outros dentro do tacho, por dois motivos: todos dessa laia querem uns trocos e, por esses trocos, os verdadeiros beneficiados, não estão interessados em dar mais. Um tachista, um corrupto, ao primeiro favor, leva milhares, ao segundo, milhões (se eles se sucederam ininterruptamente, as "luvas" são mais baratas).

Resta—nos lavar os tachos, para não tornarem, ou ficarem sem brilho. Para isso, basta escolher entre competentes e incompetentes, dentro da ediologia que nos representa, é que vemos irá defender os nossos interesses. 

07.03.19

I & D


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AS UNIVERSIDADES E A SOCIEDADE CHAMADA CIVIL

 

O Ensino Superior, tal como o Ensino Profissional, deviam estar obrigatoriamente ligados e serem financiados, por impostos especiais às empresas da área de sede, para as quais e região, deveriam investigar e fazer projectos, embora sempre dentro do âmbito público, tal como este deveria fornecer indicações, sob análise do INE, sobre as necessidades do país.

 

 

06.03.19

AQUECIMENTO GLOBAL


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Não estará na hora de......

Começo a crer, que estamos todos a olhar para trás, a tentar remediar o irremediável.

O aquecimento global, não é mais do que o preço que a natureza está a cobrar pelo progresso. Então, não estará na hora  de olharmos para o futuro, e preparar—nos para as consequências, lidar com elas, e pôr, p ex, a agricultura com temporização adequada às novas condições !?