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docarlos



Terça-feira, 24.11.15

VEM AÍ UM NOVO (ou velho) PRESIDENTE ?

                        Esta é a pergunta do momento.
                        Incrivel, como num instante, a direita se uniu em torno de Marcelo Rebelo de Sousa. Eles sabem, pelos vistos, melhor do que a Esquerda, como é importante ceder nas suas ambições pessoais, em favor das de classe.

                         Que se passa na esquerda? Quantos candidatos e, o mais importante, que defendem eles?
Como de habitual, os comunistas apresentam o seu próprio candidato, mas cujo propósito, é sempre o de explicar aos portugueses, o papel que do PR, em determinada altura e circunstâncias, face à Constituição. É uma candidatura de formação civica, que será sempre de desistência em favor de um candidato que reuna um concenço mais alargado e melhor posicionado para derrotar a direita, geralmente numa segunda volta. Mas, e os outros? Já se ouviram Maria de Belém ou Sampaio da Novoa explicarem o motivo das suas candidaturas? Não. E a falta desta justificação, só é justificavel, com a ambição pessoal de ser PR.
                        E a Marisa Matias, como justifica o BE, a sua  candidatura, se apareceu depois da do Edgar? Se for para o mesmo, não valia a pena, se foi para defender as posições do Bloco, está incorrecto, porque cai no mesmo erro de Cavaco. Depois, temos todos os outros, dentro das ambições pessoais e, em algo comum: a divisão e pelos vistos, dar a victória ao candidato da direita, que, andou anos e anos em campanha, partindo em larga vantagem. Vantagem essa, que as sondagens, não como reflexo das intensões de voto, mas fabricantes de intensões, ainda ajudam.
                       E o PS? Quer um PR socialista ou não? Quer um PR de esquerda, ou não? Quer um defensor da Constituição ou não?

. Tanta gente a candidatar-se, dá vantagem a quem concentra os votos em si. Marcelo, se aparecer nas urnas com previsões de 47/8%, deixando o segundo na casa da dezena (17/18%), levará os eleitores a dar-lhe o suficiente para a eleição, por considerarem inutil o voto noutros ou por abstenção. A esquerda, tem até 14 de Janeiro, para se definir. Se Marcelo Rebelo de Sousa, for eleito, irá procurar conflitos inter partidos de esquerda, para dissolver o Parlamento, e continuar o trabalho de Cavaco: não tenhamos ilusões.

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por docarlos.blogs.sapo.pt às 19:32



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