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docarlos



Quinta-feira, 26.11.15

OPIONIONISTAS OU OPINIONOLOGIA DE TRAMPA

                        

                       Mandam as regras, que um artigo de opinião obedeça a três pressupostos: denuncia, objectivo e estratégia, por esta ordem. Ora!, da-se o caso, que a maioria dos opinadores se limita ao primeiro ou ao segundo, ignorando os outros, numa clara demonstração de pura ignorância, ou pior, má fé.

                       Má fé, porque se alienam os leitores, com denuncias, numa clara tentativa de fazer crer na democracia, onde todos têm o direito e liberdade de criticar, deixando o objectivo à imaginação de cada um, geralmente moldada pelos opinadores do segundo pressuposto. E, ou pura ignorância, sobre aquilo que deve ser feito no plano instrutivo das grandes massas, o que parece não ser ensinado em jornalismo, filosofia, psicologia ou sociologia.

                       É desta comunicação social, onde se incluem as redes sociais, que vive a sociedade conservadora capitalista. Não interessa a ninguém, deles, que as amplas massas tomem conhecimentos com as denuncias, sonhem com objectivos crediveis e aprendam a rasgar caminhos para os alcançar. Mesmo na chamada esquerda, há muitos poucos capazes de o fazer, não, por não saberem o que querem e como fazê-lo, mas por ignorarem como explicá-lo aos outros; basta dar uma vista de olhos à maioria das publicações e comentários no Facebook ou outras redes: p. ex., é .facil dizer que os Centros de Saúde não funcionam, mas que nas clinicas privadas, a boa gestão, tudo faz  rolar bem. O que já é mais dificil, ou não convém, é dizer o porquê e o que fazer.

                       As pessoas precisam, para além de serem informadas sobre todos os acontecimentos, quer lhes digam dir ectamente respeito ou não, trabalho que o jornalismo de reportagem obriga, saberem pensar pela sua prória cabeça. Saber interpretar o que está mal, porquê, o que pretende o articulista denunciante e, o que propõe para o alcançar. Precisa-se diminuir o défice critico, apresentando um leque de soluções abrangente do pensamento social. Precisa-se que as pessoas, independentemente do seu grau académico, saibam distinguir as forças em presença e em luta, desfiar o fio à meada que são os interesses interlaçados em dado momento histórico, para que façam estes sair victoriosos, conforme os seus próprios e os da maioria. O mundo e a sociedade, só assim poderão progredir de uma maneira justa e democrática. Portanto, isto passa pelos fazedores de opinião, que no entanto, deverão ter uma actuação, não isenta, por tal ser impossivel (pode-se ser apartidário, mas não, apolitico), mas sim correcta, digna de respeito, não de alienação nem fantasiosa.

                     É necessário que urgentemente, todos os que se dedicam a opinar, seja sobre o que for e a posição ideológica que tenham, o façam com didactismo. Demonstrando com factos, com provas, o que está mal e porquê. Dizendo o que acham ideal nessa situação. E, o mais importante, como consideram possivel alcançar esse ideal. 
                     Mesmo o alinhamento de um jornal televisivo ou radiofónico, deve obedecer a estes pressupostos, desde que as peças se encaixem umas nas outras, conforme os temas abordados, sobretudo os opinadores de serviço, que para além de se exigir, agrangerem o leque ideológico de toda a sociedade, deve-se também exigir deles a formação em ensinar os telespectadores e ouvintes, senão não passam de new-opinionistas, que em lugar de opinar sobre o fundamentalismo cristão, opinam sobre liberalismo.
                     Se isto não for feito, não se passará de opinionologia de trampa, cujo único fim, é mais do mesmo.

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por docarlos.blogs.sapo.pt às 17:55


1 comentário

De uniondes peuples a 26.11.2015 às 18:45

Concordo em absoluto !!! Mas jà não sonho.
Esta alienação geral principiou na nossa juventude, conquanto nem disso tivessemos consciencia. Principiou pelo cinema Norte-americano, seguido das musiquetas fisico-vibratorias do Rock'n roll, passou à televisão e às suas figuras-stars comprometidas e escolhidas oficialmente; simultaneamente, substituiram-se os poucos verdadeiros professores por um pessoal de mercenarios da Educação Nacional, cuja cultura frizava a superfluidade, pois o objetivo era criar papagaios repetidores. Jornalismo?!?... Isso nunca existiu, em Portugal -- da censura salazarenga passou-se para o " scoop " da Imprensa-privada.
Não, proibi-me sonhar !!!
Hoje, faço quanto posso e sou capaz. Mas sem sonhar!!!
Toda a minha amizade nas saudações revolucionarias, de
Pornichet ( periferia de St.Nazaire ), 26/11/2015 José Rocha da Fonseca.

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