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docarlos



Quarta-feira, 11.11.15

OLÁ....., ESPANHA !

                       Há uns meses atrás, discuti e fui insultado, por causa da Grécia. Acusavam, e alguns ainda acusam, Tsipras de trair o povo grego e a esperança que depositou na coligação gigantesca, frentista, que se reuniu naquilo a que deram o nome de SYRIZA. Esta coligação, de ESQUERDA, é sem duvida a representante mais generalista da sociedade grega (não confundir com representante dos interesses mais profundos dos trabalhadores), porque sem duvida, que esse é o Partido Comunista, que no entanto, no meu entender, falhou retundamente ao não apoiar a Frente popular.
                       Apesar de todos os problemas entretanto surgidos, continuo a considerar que o SYRIZA, ainda tem muito campo livre para as suas politicas: conseguiu mais dinheiro e a promessa de renegociação da divida, o que por si só, já é uma derrota para o capital financeiro que tanto tem roubado a Grécia, Portugal e todos os outros que se metem nas suas mãos. Basta os gregos, saberem governar o dinheiro, aliás, para provar a verdade deste meu entendimento, aí estão eles a fazer mais exigências para além do acordo, o que prova a sua derrota na altura, para que a Grécia não saísse do Euro e da UE. Continuo a acreditar, portanto, nas possibilidades da Grécia ter uma vida mais digna, mais justa, mesmo dentro do quadro capitalista.

                      Segundo o que consigo analizar, nenhum país desenvolvido, está neste momento, em condições de outra politica, melhor, de condução para e em, socialismo: falta-lhes a classe produtora. Ora Portugal, enquadra-se neste problema e, também aqui surgiu a oportunidade de se fazer uma politica, patriotica e de esquerda, que enquadre uma série de classes sociais, que essencialmente, vivem do seu trabalho, quer como proletários, quer como PMEs, que como sabemos, trabalham tanto ou mais do que os assalariados que trabalham para eles, embora saibamos, que os seus sonhos, sejam o de chegar a grandes capitalistas, tendo para isso de procurar explorar cada vez mais os seus trabalhadores. Será necessário, portanto, impedir que o façam, controlando o mais possivel o processo, sempre em liberdade e dando-lhes oportunidade de expansão com os ganhos adequados a cada circunstância, mas impedindo a formação de monopólios.
                       A oportunidade surgiu, muito bem aproveitada por todos os partidos que representam estas classes. Finalmente, parece termos um PS à altura das circunstâncias. Oportunidade, fruto da viragem grega, ou pelo menos, daquilo que ela representou. O nosso PCP, como habitual, sempre na linha da frente da defesa dos interesses do povo, deu mais uma vez uma lição a todos: à direita, aos sabujos e, a todos os comunistas que ainda vivem no anos 70s do século XX.

                       Fomos portanto, a par da Grécia e da Islândia, mais um país a dizer NÃO ao grande capital que tem jogado com a austeridade dos povos para engordar o mundo financeiro. Pelo menos, fomos mais um a dar esperança ao/aos povos, e é aqui, que joga esta postagem no meu Blogue......

........Quem se segue?

Olá Espanha! Vamos a isso, para ser bem vinda ao clube do NÃO.
                    

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por docarlos.blogs.sapo.pt às 15:47


1 comentário

De uniondes peuples a 11.11.2015 às 18:16

Seria formidavel, Amigo e Companheiro de Luta Carlos Alberto Fialho !!!
Quando na tarde do 25 de Abril de 1974 reuni alguns dos poucos camaradas disponiveis para corrermos ao Portugal que se abria à vida, tambem nos nossos corações palpitava a esperança; esperança tão grande que fazia parecer bem pequeno o nome de Spinola e da sua imediata Junta Militar. Quando esta foi desfeita, todos sabiamos perfeitamente que o maior risco se concentrava na tradicional ignorancia de todo um Povo alienado por falsas propagandas e mantido no obscurantismo desde 1640.
O Portugal de 2015 continua bastante longe da consciencia politica necessaria ao Processo Revolucionario, gangrenado pelos sectarismos que são unicamente um reflorir do clubismo futebolistico salazarengo. O Portugal de hoje permanece preso às dificuldades da subsistencia que sofre a maioria do Povo -- o caciquismo real prova as divisões sociais existentes.
O Partido Socialista é o mesmo de 1974-1975 -- revestido da classica hipocrisia dos burguêses que, desde 1789, mentem para reinar !!!
Se as ilusões são belas tambem são efemeras -- e as desilusões, montruosas. Syriza não é a Grecia, como toda a coligação com os amarelos da II Internacional não conduz senão ao retrocesso, à infiltração geral de reaccionarios e inimigos das Massas Produtivas.
Portugal ( como a Grecia e os outros ) estão inscritos no Tratado de Maastriech, obedecendo às decisões do BCE ( Banco Central Europeu ), que està nas mãos da finança neo-liberal. Que resultados positivos se podem entrevêr quendo falta à UE um Governo Comum capaz de obrigar os paises federados a respeitarem normas nacionais de equidade e respeito pelos Povos?
Sorrio, é verdade; mas apenas desvio o meu olhar para impedir que vejam o meu ceptismo, porque sou autenticamente marxista.
Respeitosas saudações revolucionarias, desde
Pornichet ( 44380 ), a 11 de Novembro de 2015 José Rocha da Fonseca.

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