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docarlos



Domingo, 13.12.15

MOBILIZAÇÃO DE MASSAS

                        Portugal, devido ao elevado grau de ignorância das massas, mal de que padecemos desde à centenas de anos e aprofundado pelo Estado Novo, necessita urgentemente de uma mobilização quase geral. Algo que faça mover as pessoas, que tenha um objectivo, visivel, lógico e que seja reconhecido pela grande maioria, como absolutamente necessário. Algo que depois da sua conclusão, traga beneficios aos cidadãos e ao Estado. Lembram-se do que um estrangeiro conseguiu com a elienação futebolistica do euro 2004? Por uma causa sem qualquer beneficio, pôs o país a mexer com bandeirinhas, hinos, festa. Pois bem, se com trampa dessa, as pessoas corresponderam, porque não o hão-de fazer com algo real, palpavel, gratificante? Há muito para fazer neste país. Como tal, a campanha mobilizadora pode ter várias frentes, ou uma de cada vez. Existem muitos problemas, que podem fazer mobilização durante vários anos.

                      Com mobilizações construtivas, as massas vão-se preparando ideológicamente; vão-se unindo em torno de objectivos comuns; vão ganhando laços de camaradagem; vão entendendo, que a união faz a força.

                     Que existe, ou não existe, capaz de mobilizar as pessoas? A primeira que salta à vista, é a limpeza de matas. Com ela, põe-se fim aos incendios, aos prejuízos dos pequenos e médios proprietários, criam-se possibilidades de desenvolver as industrias de madeira de construção e mobiliário, acabam-se com os negócios escuros e corruptos dos madeireiros e das empresas de combate aéreo aos incendios, etc.
                     Mas há mais: levar a água, saneamento e electricidade a onde ainda não há; abrir e ou, arranjar estradas mais comodas e por vias mais curtas; reabilitar casas; etc.

                     Como será lógico, ninguém gosta de trabalhar gratuitamente e, apesar das diversas finalidades com bem comum de uma campanha, poderão sempre ser recompensadas, como a exploração individual de campos desbravados, a utilização de moradias recuperadas, descontos nos bens adquiridos como a electricidade, água ou o saneamento, mediante contratos especificos, etc. P. ex., recuperar um imovel antigo e fazer dele uma creche, poderia dar a sua utilização para os filhos ou netos, gratuitamente, durante uma geração!
                    Os municipios, ou directamente o Estado Central, poderiam fornecer os materiais (que poderiam obrigatoriamente ser adquiridos a empresas locais), deixando a mão-de-obra para os habitantes da zona, algo que já foi feito a seguir ao 25 de Abril. Em todas as aldeias, vilas ou cidades, existem vários técnicos capazes de dirigirem determinadas obras, para não falar dos municipais, a quem seriam entregues as responsabilidades, quer de projectos, quer das obras em si. Poupa-se no OE e nos orçamentos municipais, e faz-se obra para servir e não para agitar bandeirinhas.

                    ....., e não venham dizer que é impossivel. Como disse, já foi feito, e é-o todos os dias em vários pontos do país, com obras em igrejas, organização de festas de aldeia e clubes, a Festa do Avante, etc. Aqui não há demagogia. Tem havido sim, falta de vontade e, principalmente, interesses em negócios chorudos.

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por docarlos.blogs.sapo.pt às 10:23



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