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docarlos



Quinta-feira, 10.12.15

MARX E O FUTURO HOJE

                         Aquando a resoluçåo do anterior governo, de obrigar os FPs a passar das 35 para as 40 horas, fiz as contas e apresentei-as publicamente, como prova da bestialidade anti social do regime capitalista.

                         Ao obrigar os seus trabalhadores do Estado a fazer mais 5 horas semanais, perder-se-iam 72 000 postos de trabalho com o velho truque da não renovação de contratados, o que esconde os verdadeiros números de despedimento colectivo. No entanto, a medida em sentido contrário, a passagem dos privados das 40 horas para 35, criaria cerca de 200 000 empregos. Eis, portanto, a prova, de um lado, da tragédia social em que se baseia o capitalismo, e do outro, a de Marx, que escreveu, que o desenvolvimento tecnológico, tinha de servir para beneficiar os trabalhadores.

                        Fala-se muito contra as novas tecnologias e a destruição de postos de trabalho que provoca, principalmente no seio das classes menos esclarecidas: e isto, é uma verdade. Verdade, porque o Capital, personificado no mundo empresarial, nos detentores dos meios de produção, somente tem em mente, o presente e o que com ele pode lucrar.
                        Uma máquina roboutorizada, que trabalhe por 20 homens, gasta a décima parte daquilo que custariam em salários essas pessoas: mantendo os preços ou apenas diminuindo o suficiente para a concorrência, ganham-se fortunas. Mas tal, como afirmei atrás, é uma visão imediatista, porque provocando o desemprego, sucedem-se uma série de factores que des estabilizam a economia: aumento de impostos para sustentar um exercito de reserva (desempregados) como lhe chamou Marx; aumento de impostos que começa a ser negado pelos governos do capital, senão lá se vão os lucros; aumento de encargos sobre todos os trabalhadores, incluindo os desempregados; consequente perda de poder de compra; acumulação de stokes; destruição de mais postos de trabalho; destruição de mercadorias....., enfim, falências em serie, crise.

                         Isto no entanto, demonstra a fraca inteligência do próprio capital. Pleno emprego, bons salários, mais tempos livres,mais cultura, etc., traria ao próprio capitalismo, mais segurança por os consumidores obrigarem a maior investimento e, portanto, a mais lucros. Mas para o capital, falar de planeamento, é heresia, é ir contra a lei da concorrência, leis mer cantilistas que são o pão de sustento da sua vida faustosa; no entanto, está no planeamento económico, a possibilidade de um futuro rizonho para a humanidade.
                         Mas vamos dissecar um pouco isto:
                         Com as actuais 40 horas semanais, uma descida no horário de trabalho, para 32 horas, daria o pleno emprego, para manter a produção. Como resultado, os lucros empresariais, encolheriam cerca de 10% de imediato, mas em contrapartida, mais 20,5 % de pessoas com salários certos, fariam expandir a procura em todo o genero de bens, o que provocaria o investimento. Em poucos anos, talvêz 3/4 no máximo 5, os lucros estariam recompensados e até ultrapassados. Em regime misto, como o da China ou socialista, o crescimento seria em pouco mais de um ano. Resumindo, o fim do desemprego e a absorção dos jovens recem entrados no mundo do trabalho, pode ser resolvido com a baixa do horärio de trabalho.
                        No entanto, existe um outro problema, com uma contradição enorme: as aposentações.
                        Até agora, o capitalismo, para evitar mais impostos da sua parte, tem aumentado a idade, o que é uma injustiça ao fim de tantos anos de trabalho; mas com um aumento de 20% do mundo do trabalho, também as disponibilidades financeiras da SS, aumentariam em cerca de 6%, o que pode contribuir para uma diminuição da idade da reforma, que no entanto, em termos sociais, pode ser contra natura, devido ao aumento da esperança de vida, sendo um problema a resolver principalmente com actividades educativas/profissionais, aos mais novos. Assim, sem abandonar a sua profissão, continuariam no activo, contribuindo para o valor acrescentado, com horário reduzido e complemento de pré aposentação.

                        A reforma, deverá ser num futuro, facultativa, havendo apenas limites de horas em tempo de trabalho, mas antes, tem de se garantir o pleno emprego e uma necessidade absoluta de satisfação das necessidades.

                       É no tempo de trabalho, que está praticamente todo o segredo do desenvolvimento e bem estar da sociedade

                       Outra das necessidades no futuro, já, é a da multi capacidade profissional dos trabalhadores, não só, porque oferece outras possibilidades de colocação quando se esgota a capacidade produtiva num ramo, como a variação de trabalho, faz com que os trabalhadores, deixem a saturação, ao fim de anos a fazerem sempre a mesma coisa.

                       Pode parecer um sonho, uma utopia, uma demagogia, mas não é. O capitalismo imposto pela grande burguesia, tem os dias contados. A esta, já não há volta a dar-lhe e, pouco mais tem a ganhar sem levar o planeta à falência. Está aí a despontar uma pequena burguesia, provinda do proletariado citadino, de serviços, que expira a capitalista, que bem controlado pelo povo's, se pode transformar numa nova burguesia empreendedora, como a moda os carecteriza. (Dizer a um grande patrão que tem de reduzir em um dia o trabalho semanal dos seus operários sem lhes descer o salário, é uma tarefa quase impossivel; mas pôr ao dispor de novos candidatos a industriais, meios financeiros e outros, sob condição de contratar funcioários a 32 horas, p. ex., é outra completamente diferente), tal como em cada nova actividade, impôr limites de produção, para evitar as crises de sobreprodução.

                       É possivel, transformar a sociedade, para melhor, preparando-a para a grande revolução !

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por docarlos.blogs.sapo.pt às 19:44



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