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docarlos



Segunda-feira, 23.01.17

CAPITALISMO'S

                      O capitalismo é um estádio da sociedade, cujas raízes estão no desenvolvimento das forças produtivas e consequentes relações económicas. O capitalismo veio da Idade Média e levou muitas centenas de anos até imergir, como sociedade controladora da humanidade. O capitalismo, sobrevive da exploração do trabalho produtivo de milhões de pessoas em todo o Mundo. O capitalismo, é o resultado do consumo e pagamento do mesmo, que não é pago aos verdadeiros produtores: os operários, camponeses e transportadores, os únicos que acrescentam valor a todos os produtos; sendo essa falta de pagamento, justificado após o salário necessário à sobrevivência e reprodução dos trabalhadores, com o lucro, a compensação do capital, pelo investimento.
                      Não há outro capitalismo!
                      Então, porque se fala em capitalismo de Estado?
                      Porque em todas as sociedades, há os que produzem e os que complementam o trabalho até ao consumo, e esses, têm de comer, vestir, terem o seu lazer, a sua família, a sua casa. Isto, quer dizer que, seja qual for o sistema económico, alguém tem de produzir mais do que recebe, afim de sustentar a sociedade no seu conjunto.
                      Então, onde está o problema? Que podem propor todos os que estão contra o chamado capitalismo  de estado?
                      É que, a sociedade de classes economicamente divididas, só acabará no comunismo, onde no entanto, continuarão as diversas classes profissionais, embora mais abrangentes, pois o Homem terá conhecimentos para exercer diversas. Portanto, e até lá, enquanto se constrói essa sociedade sem classes ou de classe única auto regulada, no socialismo portanto, algo se tem de manter: uns a produzirem os bens que todos têm de consumir, sendo o problema a ter de ser resolvido, na questão da distribuição.
                     Quem vai fazer o papel empresarial e, simultaneamente, distribuir justamente a riqueza produzida? Cooperativas? Trabalhadores por conta própria? Como se governa toda essa gente? É que corre-se o risco, de ao deixar o mercado livre, criar-se uma nova classe capitalista, onde a justiça só existirá dentro de cada empresa, mas inter empresas e profissões, haver um desnível injusto e grande.
                     Ao fazer a Revolução, ao tomar o poder, o proletariado tem antes de tudo, de se apoderar do Estado e a tudo o que faz parte da super estrutura capitalista (o Capital, serve-se do Estado que por si foi organizado, para reprimir e, controlar a economia). Ao tomar o poder, o proletariado, tem de se apropriar do Estado e transforma-lo numa nova organização supra estrutural, afim de fazer o mesmo que o Capital, mas redistribuindo a riqueza por todos, produtores e não produtores.

                    É este tipo de Estado, a que os inimigos do marxismo, chamam de capitalismo de estado, quando não o é (seria, ou será, se no Estado se instalar uma casta dirigente, bem remunerada, corrupta, que viva do sobre produto, ou mais valia produzida pelos operários, tal como os capitalistas privados vivem no capitalismo. Como exemplo, temos as últimas décadas do socialismo na União Soviética,  e que levou à sua queda).

                   O capitalismo de estado, é aquele que se vive agora em capitalismo. É aquele Estado, composto aos interesses da burguesia, que controla todo o comércio, finanças,  forças de repressão, forças militares, etc., para garantir com o mínimo de sobressaltos, os fabulosos lucros provenientes da venda dos produtos não pagos aos produtores.

                   Aquilo que alguns clamam de necessário em oposição ao que chamam de capitalismo de estado, não seria mais do que os anarquistas pretendem. Ora isso, levaria à completa desorganização social e correspondente auto aniquilação da humanidade. Nem o Capital, com toda a sua economia liberal,  se atreve a fazer, aliás,  cada vez ele mais se organiza e vive em volta do Estado.

                  Portanto, acabar, desmantelar, o Estado capitalista, é uma prioridade na Revolução,  mas também reorganizar de novo segundo os interesses do proletariado, é uma prioridade revolucionária.
                  Capitalismo, só há um e, o Estado, nunca será capitalista fora do capitalismo, nos termos e interpretação que o marxismo lhe tem de dar.

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por docarlos.blogs.sapo.pt às 11:04



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