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docarlos



Terça-feira, 01.12.15

ALERTAR, NUNCA Ė DEMAIS

                        O chamado Capital Financeiro, que controla 4/5 do mundo económico (o outro quinto, é o capital misto chinês, de que falaremos mais adiante), é constituido pelo conjunto das maiores organizações financeiras internacionais, expressões máximas das máfias terroristas, detentoras de mais de 80% da produção mundial. Mas dissequemos esta questão, que parece passar ao lado de tanta gente.

                       O dinheiro que não é mais do que uma mercadoria como outra qualquer, mas cuja especificidade, é servir de meio de troca, das que realmente são necessárias ao Homem, representa a riqueza em ouro e bens em circulação em cada país, ou conjunto de países, como é o caso da Zona Euro. Geralmente, a massa monetária em circulação, é apenas a necessária à economia, e é inferior à riqueza existente no momento, sendo controlada pelos bancos centrais.
                      O que acontece no desenvolvimento capitalista, nas ultimas duas centenas de anos, é que na guerra entre si, pela sobrevivência do mais forte, o Capital, que só é possivel pela produção industrial, agroindustrial e transportes na sua exploração e apropriação do trabalho não pago, vai-se juntando ou apropriando, primeiro da produção de um ramo, e de seguida, de todo o conjunto que possa complementar o ramo (p. ex., primeiro de todo o fabrico de carros, seguindo- se o comercio dos mesmos, as petroliferas e até a extração do ferro ou componentes electronicos). E é aqui, que o problema financeiro, começa a surgir. Se primeiro os bancos, propriedade de um individuo ou família e depois, de uma sociedade exclusiva, começaram, a ser invadidos pelo capital produtivo, com o objectivo de fazer o inverso ou seja, utilizar os bancos para adquirir os complementares que interessam.
                     Como utilizam então o sistema? Primeiro, com a influência politica corruptivel surgida da brutal acomulação de capital, começaram a manobrar os bancos centrais, que de reguladores, passaram a juízes em causa própria. Segundo, começando os bancos privados e até os estatais como a CGD, a emitir dinheiro virtual, não provocando assim inflação. Os emprestimos ou créditos à habitação ou ao consumo, são o novo meio para ganhar fortunas: investem-se creditos e recebem-se mais-valias provenientes do trabalho, mais bem explicado, investem-se algarismos em papel e recebem-se notas.

                    Mas o capital financeiro, tem pés de barro; qualquer abanão, coloca todo o sistema em crise. A queståo de investir sem dinheiro, antecipadamente, para mais tarde o ir buscar, não só é uma aventura, um jogo de roleta, como também exige lucros de uma produção inexistente, levando pessoas, familias, empresas, países, à miséria; miséria, que tal como uma bola de neve, leva a uma miséria crescente.

                    E este alerta, é para isso. Sei que me estou a repetir, e até que muitos não concordam comigo. Para grande parte dos revolucionários, o inimigo principal, passou a ser o capital financeiro, internacional, por ser o elo de ligação na exploração do trabalho. É verdade isso, mas analisando bem, o sistema bancário, apenas assegura o monopólio do capital, só e apenas isso: ajuda à concentração e ao controlo deste, incluindo o de países inteiros, como o caso de Portugal, mas não é esse mundo que sustenta a sociedade; quem o faz, é a produção: o Homem, come carne, veste lã e anda de carro, mas não come, veste ou anda, de notas de banco. Pensar assim, é pensar à burguês, onde se pensa que sem dinheiro não há trabalho, quando é precisamente o inverso: sem trabalho, não há dinheiro (aqui está a ilusão com o crédito ao consumo, baseado no futuro).
                    Portanto, se retirar o controlo da banca aos privados, é importante, devido aos interesses que controla em diversas areas, não é por sua vez, o mais necessário, sendo o real controlo pelo povo através do Estado das grandes empresas produtivas ou estratégicas, o que realmente interessa: caindo estas, a banca foi-se....!, porque deixa de lucrar o dinheiro real. Cuidado portanto, com as ilusões que o dinheiro cria.

                    Uma saltada rápida ao capital chinês, que por força maior (demográfica e de expansão internacional), controla as finanças de um quinto do mundo e, ameaça controlar a economia financeira do ocidente, pois ao contrário deste, a sua é positiva.
                    A China, com um país e dois sistemas, conseguiu, em opinião pessoal), fazer crescer o capitalismo interno ao ponto máximo, sem que este caia nos monopólios ou trusts. Há sem dúvida, grandes capitalistas, mas isoladamente e sob controlo do Estado, ou seja, da outra parte do sistema. Os grandes monopólios internos, se assim se podem chamar, são todos de empresas estatais ou mistas.
                   O grande indicador económico de um país, é a sua classe média. No ocidente, esta cresce à custa do crédito e do encolhimento da grande e média burguesia e do empobrecimento da restante sociedade. Neste gigante asiático, é ao contrário: é a classe pobre que vai desaparecendo, para dar lugar a uma classe média, que também ela vai se aproximando da grande burguesia, se tivermos o ocidente como padrão. Os lucros das empresas capitalistas privadas, são em grande parte comidos pela sociedade em forma de contribuições e, assim, o país vai crescendo sem convulsões.
                  Se há miséria na China?, deve haver, mas pouca e está a desaparecer, em contraste com o ocidente, onde cresce a olhos vistos.

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por docarlos.blogs.sapo.pt às 20:05



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