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docarlos



Domingo, 01.11.15

À PROCURA DO AMANHÃ

 

                        Será que o amanhã é o idealizado desde os primórdios pelos grandes pensadores? Será que o grande sonho humano, com raízes no homem primitivo e sua vivência social em comunidade, de uma sociedade justa, solidária, onde as oportunidades se abram de forma igual a todos os Homens, sem distinções de classe, sexo, raça ou outras, de passar para além de uma utopia, a uma realidade objectiva? Será que o materialismo histórico nos mostra o futuro? Será que a filosofia, como ciência interpretativa da realidade, imanente do materialismo dialéctico e histórico e das ideias surgidas da dialéctica proveniente da realidade, nos encaminha para um amanhã radioso?
                        Estas são as perguntas que mais fazem pensar todos aqueles que se dedicaram e dedicam a pensar. Algo mudou desde o desenvolvimento filosófico de Karl Marx. Muitas das realizações da sociedade, previstas por si como produto do comunismo, foram e estão a ser alcançadas em pleno capitalismo, o que, se por um lado, trouxe muito mais bem estar ao Homem, também veio acentuar a exploração, estando a prova-lo, a baixa da taxa de lucro e o simultâneo aumento do fosso entre ricos e pobres. Então que fazer, ou antes, que pensar, que filosofar?

                        Para filosofar à volta do estado das coisas e da sociedade, impõe-se, nunca abandonar a dialéctica e, a certeza de que o pensamento e o seu desenvolvimento, dependem sempre, mas sempre, do reflexo da verdade objéctiva, sendo as ideias de transformação, produto desta verdade. Foi a grande diferença que Marx nos trouxe, em relação à filosofia vulgar e reinante até aí, que separava as ideias da realidade, considerando esta última, como seu produto.
                       Portanto, para que um pensamento objéctivo em relação à preparação de um futuro, justo, idealizado pelos grandes pensadores, temos que ter sempre presente, que este tem de ser reflexo da vida real, e, que esta, está em movimento de transformação a uma rapidez incrivel, na ordem de multiplicação celular de 1,2,4,8,16, etc., e que, os diversos focos do mesmo, se multiplicam por sua vez, nos diversos cantos do mundo de uma forma desordenada, com maior ou menor rapidez. Nalguns casos, no campo cultural, o desenvolvimento consegue ser negativo, como o mostra a alienação no mundo arabe com a questão islâmica.
                        Cabe a todos os que se dedicam ao pensamento, ensinar todos os que desejam uma transformação e nela acreditam, a pensar: é isso mesmo: não é ensinar que o comunismo, uma sociedade sem classes, com todos iguaizinhos, aí vem, oferecido de bandeja pelo capitalismo moribundo, ou mesmo que vem, não oferecido , mas fruto de manifestações e greves. É ensinar a pensar, a raciocinar, a procurar na vida material, as ideias que no retorno´aos objectos, criem novas situações revolucionárias, que criem novas ideias e sempre assim num progresso objectivo e ideológico continuo.
                        A revolução da foice e do martelo, não pode mais acontecer. Agora, outros meios, outras condições, outras gentes, mas sempre dentro do espectro produtivo mais os outros, sempre uma classe operária mais culta, mais os restantes proletários. Mais, em Outubro de 1917, e durante as primeiras décadas, o mundo comunista viveu à base dos revolucionários pensadores pequeno/burgueses, inteléctuais, conscientes: agora, a maioria dos operários e restantes proletários, têm uma capacidade cultural, perfeitamente ao alcance da filosofia marxista, o que alarga o espectro da filosofia e as possibilidades de a fazer entender pelas massas.
                       Vender a imprensa revolucionária, fazer comícios, etc., já não chega e, nem sequer é o mais importante. A utiliuzação dos meios mais modernos que o capitalismo criou, como a informática ou a TV, torna-se uma necessidade premente. A fundação de escolas superiores e de meios audiovisuais marxistas, tem de ser a tarefa principal dos marxistas, numa multiplicação de tarefas de combate permanente ao capital e à burguesia em geral. Em Portugal, embora esta gigantesca necessidade seja global, a aquisição dos terrenos da Festa do Avante, mostrou como se pode fazer por algo revolucionário, um excelente trabalho. Agora, à que aprender com o passado recente, para conseguir um Canal televisivo e fundar uma universidade de ensino marxista. Uma tarefa gigantesca, mas possivel: mãos à obra: por um amanhã justo, de felicidade.

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por docarlos.blogs.sapo.pt às 16:18


1 comentário

De uniondes peuples a 03.11.2015 às 17:31

Bravo, Carlos Alberto Fialho, é isso mesmo: ENSINAR A RACIOCINAR !!!
Todas as medidas tomadas nesse sentido merecerão aplausos, mesmo se algumas menos eficazes do que as outras.
As melhores saudações revolucionarias, desde
Pornichet ( Loire Atlantique ), 03/11/2015 José Rocha da Fonseca.

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