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docarlos



Sexta-feira, 25.12.15

A MORTE DE DAVID

                           A semana que agora termina, e também a outra atrás, muito se falou da situação aos fins de semana no Hospital de S. José em Lisboa, em relação à morte do jovem que ali deu entrada com um aneurisma e que não sobreviveu por falta de uma cirurgia urgente.

                          A falta de meios humanos, provocada pelos cortes na Saúde feitos pelo anterior Governo PSD / CDS, terá estado na origem do desenlance trágico. Não haver equipe médica de neurocirurgia aos fins de semana, é um crime, por se tratar de situações que possam surgir de alto risco para a vida dos doentes. Não se trata de oftomologia, otorrinologia ou estomatologia: trata-se de doença, pertencente às que põe em perigo a vida dos doentes. E ISTO É UM CRIME, é pré- homicidio por desleixo e má fé.
                           E é neste ponto, que as coisas têm de ser tratadas: fazer relatório das ocorrências, achar culpados e exigir responsabilidades, e tomar providências para que não volte a acontecer......

                           ......., mas as culpas não estão só nas faltas de verbas, para pagamento.
                           Os médicos, aquando o inicio da profissão, fazem um juramento:

Versão de 1771
Texto do juramento[editar 

Prefácio
São estes os estatutos da arte médica que o aluno deve aceitar e confirmar por juramento, Contêm os preceitos sobre a gratidão para com o professor; sobre a integridade do doente e sobre os mais graves casos cirúrgicos não curáveis, como a extracção de cálculos da bexiga, como se debus pela divisão da medicina em três partes, Os antigos aceitavam-na, os Mercuriales rejeitam-na,

Argumento
Os deveres que o médico deve ter para com o professor e para com a profissão são: a integridade de vida, a assistência aos doentes e o desprezo pela sua própria pessoa,

Juramento
Juro por Apolo Médico, por Esculápio por Hígia (ou Hygéia, ou ainda Higeia) por Panaceia e por todos os Deuses e Deusas que acato este juramento e que o procurarei cumprir com todas as minhas forças físicas e intelectuais,

Honrarei o professor que me ensinar esta arte como os meus próprios pais; partilharei com ele os alimentos e auxiliá-lo-ei nas suas carências,

Estimarei os filhos dele como irmãos e, se quiserem aprender esta arte, ensiná-la-ei sem contrato ou remuneração.

A partir de regras, lições e outros processos ensinarei o conhecimento global da medicina, tanto aos meus filhos e aos daquele que me ensinar, como aos alunos abrangidos por contrato e por juramento médico, mas a mais ninguém.

A vida que professar será para benefício dos doentes e para o meu próprio bem, nunca para prejuízo deles ou com malévolos propósitos.

Mesmo instado, não darei droga mortífera nem a aconselharei; também não darei pessário abortivo às mulheres.

Guardarei castidade e santidade na minha vida e na minha profissão.

Operarei os que sofrem de cálculos, mas só em condições especiais; porém, permitirei que esta operação seja feita pelos praticantes nos cadáveres,

Em todas as casas em que entrar, fá-lo-ei apenas para benefício dos doentes, evitando todo o mal voluntário e a corrupção, especialmente a sedução das mulheres, dos homens, das crianças e dos servos,

Sobre aquilo que vir ou ouvir respeitante à vida dos doentes, no exercício da minha profissão ou fora dela, e que não convenha que seja divulgado, guardarei silêncio como um segredo religioso,

Se eu respeitar este juramento e não o violar, serei digno de gozar de reputação entre os homens em todos os tempos; se o transgredir ou violar que me aconteça o contrár


Versão de 1983
A versão de 1983 é usada atualmente em Portugal no momento em que o clínico é admitido como Membro da Profissão Médica.[3]

Texto do juramento
Prometo solenemente consagrar a minha vida ao serviço da Humanidade.
Darei aos meus Mestres o respeito e o reconhecimento que lhes são devidos.

Exercerei a minha arte com consciência e dignidade.

A Saúde do meu Doente será a minha primeira preocupação.

Mesmo após a morte do doente respeitarei os segredos que me tiver confiado.

Manterei por todos os meios ao meu alcance, a honra e as nobres tradições da profissão médica.

Os meus Colegas serão meus irmãos.

Não permitirei que considerações de religião, nacionalidade, raça, partido político, ou posição social se interponham entre o meu dever e o meu Doente.

Guardarei respeito absoluto pela Vida Humana desde o seu início, mesmo sob ameaça e não farei uso dos meus conhecimentos Médicos contra as leis da Humanidade.

Faço estas promessas solenemente, livremente e sob a minha honra.

                        Será que foram salvaguardadas as promessas ajuramentadas pelos médicos do Quadro do Hóspital? Será que os responsaveis pelas escalas de serviço, respeitaram o juramento, a vida humana, ou simplesmente serviram-se desta para provocar escandalo público?
                        Na minha consideração sobre o assunto, deve-se culpar e exigir responsabilidades à governação criminosa de Passos Coelho, não pode haver dúvidas; mas neste caso especifico, alguém mais, é criminoso: alguém que até gratuitamente, teria a obrigação de trabalhar, devido ao melindre das situaçoes que possam surgir. Pode-se atrasar a alta dos doentes, uma consulta sobre especialidades não perigosas, mas estas urgências, NÃO! Portanto, a Ordem dos Médicos tem trabalho a fazer, do meu ponto de vista.

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por docarlos.blogs.sapo.pt às 19:32



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