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docarlos



Terça-feira, 06.10.15

....., e Agora?

                        Tal como previ, a política de Direita, que pretensamente serviria para salvar Portugal, - leia-se bancos - da bancarrota, mas que acabou por enterrar ainda mais a nossa já fraca economia, foi derrotada nas urnas por cerca de 800 000 votos, ficando na AR com uma minoria de Deputados.                         E agora que vai fazer o Partido "Socialista": vai aliar-se mais uma vez à Direita? Vai assobiar para o lado, e abster-se na AR? Ou vai fazer exactamente aquilo para o qual o povo, os seus votantes, o mandataram...., derrotar a coligação fascista na AR e, com o PCP, Verdes e BE, governar Portugal, na senda do progresso? Já agora, que vai fazer o PR: cumprir as ameaças veladas que fez, ou cumprir a CRP?                        POVO. A luta ainda não acabou. Está agora a começár!                        Adivinha-se mais uma traição do P"S", com abstenções ou mesmo alianças à direita. Se incluirmos nas contas, pequenos partidos que ficaram fora da AR, possivelmente, aproximamo-nos dos 900 000 votos de diferença: muita gente, num universo de cerca de 5 milhões de votantes. Se a estes juntar-mos os votos nulos, brancos e a esmagadora maioria dos abstensionistas, gente que o faz sob protexto da politica seguida nas ultimas decadas, estaremos perto dos 7 milhões que disseram NÃO a PPC, Portas e Cavaco & Cia. Mais uma vez, Direita reaccionária, ganhou com cerca de 20% dos votantes possiveis. Quer o P"S", que o PCP, Verdes e BE, abdiquem das suas posições anti europeistas. Se será facil ao Bloco fazê-lo, partido constituido por meninos pequeno/burgueses, a quem mais uns euros já contenta, nunca poderá contar com tal, por parte do PCP. A história está aí a provar a razão dos comunistas, quanto à sua posição sobre a UE e o Euro. Claro, que quer cedessem quer não cedendo, o P"S", irá sempre aliar-se à Direita, a não ser que suceda um milagre. Em declarações à TV, um famoso palhaço da nossa politica, disse que o P"S", vai "fritar em lume brando, a coligação" deixando passar algumas coisas, até que daqui a um ano e meio, dois anos, aliar-se-à ao BE e ao PCP numa Moção para derrubar o Governo: e tem razão. Vai fazê-lo, quando vir oportunisticamente, que tem condições para ganhar eleições antecipadas. Tem razão esta alma penada da nossa politica. Assim, a luta tem de continuar. Assim, a campanha eleitoral tem de prosseguir por parte da CDU, todos os dias, todas as horas. Cada militante, cada simpatizante, tem de garantir um objectivo em votos para daqui a dois anos, no máximo. Tem da haver um esclarecimento do povo, um trabalho de sapa, junto de velhos e novos, de pobres e classes médias, principalmente destas, que constituem a maioria do proletariado português. O trambulhão não foi grande, ou mesmo nenhum: apenas não foram alcançados objéctivos (não confundir com os objectivos de victória do P"S"). A CDU, tem de se alargar a outras forças de esquerda, respeitando a sua identidade, mas que tenham objectivos identicos essênciais, como o caso da independêcia em relação à UE. Tem de se demonstrar pelo metodo marxista, fazendo ver como se analizam situações conflituosas, identificam contrários e resolver qual deles tem de sair vitorioso desse movimento, conforme os interesses de momento, junto das populações de mais fraco conhecimento. Ninguém morreu, apenas ficamos desiludidos. Levantar a cabeça, e dizer bem alto: EU POSSO E FAÇO !

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por docarlos.blogs.sapo.pt às 01:11


9 comentários

De Jose Rocha da Fonseca a 06.10.2015 às 11:31

Marxistas em Portugal!?...
Talvez existam alguns, mas reduzidos ao silencio.
Quanto a essa formula intestinal de chamar << Marxismo >> ao nacionalismo exacerbado, lembra a Guerra-Fria e baseia-se no stalinismo dos anos 1930.
Estudem convenientemente o Socialismo Cientifico, em vez de se reclamarem daquilo que contrariam.
Pornichet ( 44380 ), a 6 de Outubro de 2015
Uniondes peuples.

De docarlos.blogs.sapo.pt a 06.10.2015 às 13:14

Ser internacionalista, num mundo dividido à centenas ou milhares de anos, implica forçosamente ser patriota, que não é bem o mesmo que ser nacionalista. O capital mantém o mundo dividido administrativamente e, tem de ser por aí que tem de se começar. Isso, implica que se tenha de conviver com diversas formas sociais, porque as revoluções não serão simultâneas.
A grande dificuldade, e que prejudica os países mais débeis, é manter a paz e a independência ao mesmo tempo. Creio que foi isto que terá sido defendido por Stalin, por palavras e entendimento meus.

Sobre os marxistas...., há muitos, mas o método em relação à CDU e ao resto do país, não pode ser o mesmo que se utiliza no Partido, e é isso que se calhar tem falhado.

De Jose Rocha da Fonseca a 06.10.2015 às 18:11

Karl Marx nunca predice as revoluções simultaneas, antes a necessidade de se eliminarem gradativamente as contradições existentes simultaneamente pelo Mundo.
Principiemos pelos interesses privados e comuns, em cada recanto, até descobrirmos o denominador comum. Desde que evidente, façamos frente pelo ataque e denuncia -- a mistificação é o pantano onde as populações estagnam. Devemos levar em conta a temporalidade revolucionaria na gradativa intemporalidade das diversas condições.
( Por exemplo: se o denominador comum entre Portugal e a França se situa na Adestração-Escolar ( o FALSO ENSINO ), é o corpo dos professores que deve fazer-se sair do terreno alienatorio. Claro que estas Coorporações são imensamente protegidas pelos Estados. )

De Anónimo a 06.10.2015 às 20:19

Certo, mas isso não retira a temporalidade do desenvolvimento, o que coloca sempre um país ou um conjunto de países em níveis diferentes e, com a agravante, de que a formula imperialista da produção e a tomada de recursos, faz regredir nos países mais avançados, a classe que mais prejudicada é no capitalismo, a classe operária, que foi o que sucedeu nos chamados países ocidentais.
Esta situação, vai obrigar a reestudar quem poderá levar as massas à Revolução, ao Socialismo, porque quando os países produtores estiverem teoricamente no ponto de passagem, a técnica e o conhecimento, não deixarão o proletariado produtor, tomar consciência da sua exploração.

De Jose Rocha da Fonseca a 06.10.2015 às 21:01

Essa agora, prezado Amigo e Companheiro de lutas !...
Serà que deixou de acreditar no valor da instrução politica?
Evidentemente que tem de ser correctamente aplicada, consoante as reais necessidades. Eis porque o Marxismo é uma Totalidade e, consequentemente, Universal.
As divergencias das nossas lutas residem em:
1) << Socialismo num so pais >> -- versão stalinista;
2) << Socialismo Cientifico >> -- versão internacional, segundo F. Engels.
-------- // ------

No << 1 >> é expressão é dogmatica e publicitaria; no << 2 >>, instrutiva mas versatil.

De docarlos.blogs.sapo.pt a 07.10.2015 às 00:30

Se não acreditasse na instrução politica, mais, na instrução cientifica, marxista, dilectica, não teria escrito a parte final do Post original.
Sim, talvez seja impossivel o Socialismo num só país, porque a forma exterior vai-lhe influenciar o conteudo e, todos sabemos que essa forma, proveniente do capitalismo, é poderosissima. No entanto, não se pode esperar que todos estejam "iguais"!

De Jose Rocha da Fonseca a 07.10.2015 às 14:42

Esperar que todos sejam iguais?!?... QUE UTOPIA, ABSOLUTAMENTE ANTI-MARXISTA !!!
São os diferentes graus ( ou niveis ) que constituem a Justiça Social ( vêr Manifesto ); a uniformidade ( mesmo aparente ) é o objectivo capitalista para explorar o << rebanho humano da productividade >>. Eis, por exemplo, o caso dos Sindicatos que a burguesia permite, pois modera as multiplas exigencias dos Trabalhadores convergendo-as para o menor denominador-comum -- o salario.

De docarlos.blogs.sapo.pt a 08.10.2015 às 01:26

Calma, que a burguesia não permite nada, é obrigada a permitir, sob pena de perder o controlo ou ter de utilizar uma politica fascista. Há, é sindicatos, cujos dirigentes utilizam a conciliação de classes, ajudando a burguesia a manter o poder e retraindo as conquistas dos trabalhadores, mas as verdadeiras organizações de trabalhadores, estão sempre em luta permanente, para alcançarem conquista atrás de conquista, até ao derrube do capital.
E eu não afirmei, que tinhamos de ser todos iguais!, isso é anti natural. Afirmei, que não podiamos esperar, que todos reunissem as condições revolucionárias, daí, a Revoluçãote de ser feita, país a país.

De Anónimo a 02.11.2015 às 18:19

Muito Bom ! aBRAÇO

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